Brasília amanheceu com novidade no front político-econômico: o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quinta-feira (3), pelas redes sociais, a criação de uma comissão especial para analisar o Projeto de Lei 1087/25, que promete aliviar o bolso de quem ganha até R$ 5 mil mensais – isentando essa faixa de contribuição do temido Imposto de Renda.
A proposta, enviada pelo governo, tem um preço alto: R$ 25,8 bilhões por ano. Para equilibrar a balança, o plano é taxar com mais rigor quem tem renda anual acima dos R$ 600 mil – um movimento que reforça o discurso por um sistema tributário mais progressivo.
O texto chegou à Câmara com regime de urgência constitucional, o que significa que, a partir do dia 3 de maio, ele começa a trancar a pauta do Plenário, ou seja, nenhuma outra votação poderá ocorrer até que essa matéria seja decidida.
Na linha de frente dos trabalhos, o deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), vice-líder do governo, assume a presidência da comissão. A relatoria ficará sob os cuidados de ninguém menos que Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Casa e um dos nomes mais influentes do Congresso.
Nas redes sociais, Rubens Pereira agradeceu a confiança de Motta e deixou claro o tom da missão:
“Vamos trabalhar em conjunto com o relator para garantir um Imposto de Renda mais justo para todos os brasileiros.”
Agora, com o relógio correndo e os olhos da população atentos, a Câmara entra em contagem regressiva para discutir o novo capítulo da reforma tributária. Entre alívios e cobranças, o país se prepara para mais um debate que mexe diretamente no bolso do cidadão.
Da redação








