Durante o evento J. Safra Macro Day, realizado nesta segunda-feira (28) em São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), trouxe à tona um tema que promete impactar milhões de brasileiros: a proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais (PL 1087/25). Segundo Motta, a expectativa é que o texto seja votado no Plenário apenas no segundo semestre, após passar por uma análise detalhada na comissão especial.
Com um prazo estimado de dois meses para cumprir os trâmites regimentais, o projeto já conta com boa aceitação entre os parlamentares. No entanto, Motta destacou que ajustes serão necessários para evitar impactos negativos na economia. “O desafio é encontrar a maneira menos danosa para implementar essa medida, mas, do ponto de vista da justiça tributária, o tema está bem pacificado”, afirmou.
Além de abordar a proposta, o presidente da Câmara aproveitou o evento para cobrar do Executivo uma postura mais ativa na revisão dos gastos públicos. Ele ressaltou que o Congresso está disposto a debater o tema, mas que a liderança deve partir do governo. “Temos mais de R$ 650 bilhões em renúncias tributárias, e isso pesa para nossa máquina”, alertou Motta, defendendo também a eficiência da administração pública como um caminho para melhorar o cenário econômico.
Sem necessidade de reformas constitucionais, o parlamentar apontou que projetos infraconstitucionais podem ser uma solução prática para tornar a máquina pública mais enxuta e eficiente. “Daríamos um grande passo para que nossa administração seja mais ágil e isso ajudaria no cenário econômico”, destacou.
Por fim, Hugo Motta reafirmou o compromisso do Congresso com a responsabilidade fiscal e a criação de um ambiente seguro para investimentos. Ele acredita que o crescimento econômico e a geração de empregos são sinais de que medidas como a isenção do IR podem fortalecer o país e torná-lo mais atrativo.
A proposta, que já desperta grande expectativa, promete ser um dos temas centrais do segundo semestre, trazendo à tona debates sobre justiça tributária, eficiência administrativa e o equilíbrio entre benefícios e impactos econômicos. O desafio agora é transformar ideias em ações concretas que beneficiem a população sem comprometer a saúde financeira do país.
Da redação








