Em pronunciamento na última segunda-feira (9), o senador Marcio Bittar (União-AC) lançou duras críticas contra organizações internacionais e ambientais, alegando que essas entidades atacam pequenos produtores da Amazônia, enquanto ignoram países como a China, maior emissor de CO2 do planeta.
Bittar questionou o papel do Estado na proteção dos produtores rurais que enfrentam restrições ambientais severas, dificultando a atividade econômica local.
“Cadê o poder do Estado? Porque quando essa turma prende produtor rural, tira o gado que ele tem, tira o sustento da família dele, dizem que estão cumprindo a lei. Mas cadê essa força para combater o narcotráfico, facções criminosas e milícias?”, indagou o senador.
Ele também criticou a criação de reservas ambientais, alegando que essas iniciativas retiram autonomia dos governadores e prefeitos da Região Norte. Segundo Bittar, mais de 40% das áreas produtivas foram retiradas da economia, comprometendo o desenvolvimento da Amazônia.“Criaram leis e mais leis, reservas e mais reservas, segregaram o povo da Amazônia”, afirmou.
O senador mencionou uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, que expôs uma escola improvisada no município de Bujari (AC), destacando a precariedade da educação na zona rural. Bittar apontou que falta infraestrutura básica, impedindo o transporte de merenda e medicamentos para comunidades remotas. Ele também questionou a atuação do Ministério Público, que, segundo ele, não leva em consideração as dificuldades orçamentárias dos estados e municípios.
A ausência de estradas e serviços essenciais foi classificada pelo senador como reflexo de décadas de abandono, deixando a população segregada e sem condições de trabalhar ou produzir.
Na visão de Bittar, o atual cenário da Amazônia reflete uma gestão desconectada da realidade, com órgãos públicos atuando em parceria com ONGs internacionais e membros do Ministério Público.
“A Amazônia brasileira, quase que na sua totalidade, vive segregada, sem condições de produzir, enquanto órgãos do governo impedem que possamos processar a riqueza natural da região”, declarou o senador.
A crítica de Bittar acende um debate sobre o equilíbrio entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico, um tema cada vez mais urgente para as comunidades amazônicas. Agora, resta acompanhar os desdobramentos políticos e legislativos que podem surgir a partir dessa discussão.
Da redação








