A Escola Ixūbãy Rabuī Puyanawa, localizada no coração da aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima, está em festa. Sete jovens da comunidade alcançaram uma conquista inovadora: a aprovação no vestibular indígena da Universidade de Brasília (UnB).
Para a professora e gestora da escola, Maria Alice Martins de Lima Puyanawa, o momento é motivo de orgulho e celebração. O vestibular, que inclui provas de conhecimentos gerais, redação e uma entrevista, é um processo seletivo específico que valoriza e respeita a diversidade das comunidades indígenas em todo o Brasil.
“Foi uma surpresa maravilhosa e uma alegria imensa. Sabíamos do potencial deles, mas vemo-los conquistando seus sonhos é emocionante”, declarou Maria Alice.
Entre os aprovados está Guilherme Puyanawa, que conquistou o primeiro lugar em Agronomia. Ele descreve o processo como demanda, mas recompensador.
“Sempre sonhei em cursar Agronomia. Fiquei nervoso na prova, mas também confiante, pois me preparei com muita dedicação. Na redação, tive a chance de escrever sobre um tema importante, o que me permitiu mostrar minha criatividade e capacidade de argumentação”, contornou.
Além de comemorar sua aprovação, Guilherme expressou gratidão à sua família e à comunidade. “Levarei o nome do meu povo comigo. Onde eu for, honrarei nossa história e representarei nossa aldeia com orgulho”, afirmou.
Maria Alice destacou que o sucesso desses jovens reflete o compromisso da comunidade com a educação. Outros estudantes da aldeia já estão cursando graduação na Universidade Federal do Acre (Ufac) e em instituições particulares, com formados em áreas como Enfermagem e Nutrição.
Entre os aprovados no vestibular da UnB, o destaque vai para Anne Puyanawa (1º lugar em Enfermagem) e Caroline Puyanawa (1º lugar em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda), além de outros jovens que demonstraram dedicação exemplar, como Keane Puyanawa (Nutrição) , Iures Puyanawa (Ciências Biológicas), Luiz Henrique Puyanawa (Agronomia) e Thayana Puyanawa (Engenharia Florestal).
A aprovação dos sete estudantes reforça o potencial transformador da educação na aldeia Puyanawa. Mais do que uma vitória individual, essa conquista representa um passo significativo na valorização da cultura indígena e no fortalecimento das comunidades tradicionais.
A jornada que começa agora em Brasília é motivo de orgulho para toda a aldeia e uma inspiração para as futuras gerações. “Nós sabemos da capacidade dos nossos alunos e dos nossos professores. Este é apenas o começo de muitas outras conquistas que virão”, concluiu Maria Alice.
Aprovados no vestibular indígena da UnB – Povo Puyanawa
Guilherme Puyanawa – Agronomia (1º lugar)
Anne Puyanawa – Enfermagem (1º lugar)
Keane Puyanawa – Nutrição (2º lugar)
Iures Puyanawa – Ciências Biológicas (2º lugar)
Luiz Henrique Puyanawa – Agronomia (2º lugar)
Thayana Puyanawa – Engenharia Florestal (5º lugar)
Caroline Puyanawa – Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (1º lugar)
A aldeia celebra e se prepara para acompanhar com orgulho os passos dos jovens que levam o nome Puyanawa para além das fronteiras da floresta.
Da Redação com informações da Agência de Notícias do Acre








