O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou por uma série de exames clínicos e de imagem neste sábado (16), em Brasília, após relatar sintomas como febre, tosse, episódios recorrentes de refluxo e soluços.
De acordo com boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star, os resultados apontaram sinais residuais de duas infecções pulmonares recentes, possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração. Também foi constatada a continuidade de um quadro de esofagite e gastrite, em menor intensidade, mas que exige tratamento contínuo com medicamentos.
Ainda segundo o informe médico, Bolsonaro deverá manter acompanhamento para hipertensão arterial, refluxo e medidas de prevenção de novas broncoaspirações. A alta hospitalar foi registrada às 13h58.
O ex-presidente chegou ao hospital por volta das 9h e permaneceu no local por pouco mais de quatro horas. Essa foi a primeira vez que ele deixou sua residência desde o início da prisão domiciliar, decretada em 4 de agosto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a bateria de exames, Bolsonaro retornou para sua casa no Condomínio Solar de Brasília.
Acompanhamento médico
Segundo os advogados, o estado de saúde do ex-presidente apresentou piora três dias após ser colocado em prisão domiciliar, o que motivou a solicitação de atendimentos médicos frequentes.
Na ocasião, Bolsonaro realizou:
- exames laboratoriais de sangue e urina;
- endoscopia digestiva alta (CID 10 K20);
- tomografia computadorizada de tórax (CID 10 J15);
- tomografia de abdome (CID 10 K46.9);
- tomografia de pelve (CID 10 K56);
- ecocardiograma transtorácico (CID 10 I10);
- ultrassonografia doppler de carótidas (CID 10 I65.2);
- ultrassonografia de próstata e vias urinárias (CID 10 N40).
Saída autorizada
Bolsonaro deixou sua residência no Jardim Botânico por volta das 8h30, usando tornozeleira eletrônica e com autorização do ministro Alexandre de Moraes. A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) acompanhou o deslocamento para garantir que não houvesse descumprimento das medidas cautelares impostas.
Com informações: Metrópoles








