As aldeias localizadas no Alto Rio Purus e no Alto Rio Juruá estão entre as regiões mais afetadas pela estiagem que atinge o Acre. Para reduzir os efeitos da falta de água, a Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi) informou que serão perfurados oito poços artesianos e construídas mais de trinta cacimbas. O objetivo é garantir o abastecimento mínimo às famílias.
As medidas integram um pacote emergencial que inclui, além do acesso à água, a entrega de aproximadamente cinco mil cestas de alimentos e o pagamento de bolsas para 148 agentes agroflorestais indígenas. Esses profissionais têm papel central na preservação ambiental e no fortalecimento de práticas sustentáveis de produção nas aldeias.
O governo do estado calcula um investimento de cerca de R$ 2 milhões apenas na estrutura de captação de água. A expectativa é de que as obras comecem ainda em setembro. Todo o acompanhamento da situação e das respostas à estiagem vem sendo feito pelo Gabinete de Crise, que monitora os efeitos dos eventos climáticos extremos no Acre.
A Sepi, em conjunto com a Defesa Civil, também busca novas fontes de financiamento. Entre as possibilidades estão emendas parlamentares, parcerias com fundos internacionais e a inclusão da pauta na COP-30, conferência mundial sobre mudanças climáticas que acontecerá no Brasil.
De acordo com a secretária Francisca Arara, a articulação com a Funai e a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC) tem sido fundamental para ampliar os recursos. “Nosso plano prevê a abertura de 38 poços e cacimbas. Estamos trabalhando para garantir esse aporte com o apoio de parlamentares e de organismos internacionais. Esse tema será levado à COP-30, porque entendemos que é uma necessidade urgente para a sobrevivência das comunidades indígenas”, afirmou.








