A manhã de sexta-feira (12) amanheceu com sirenes ligadas e portas arrombadas pela Polícia Federal. Foram presos Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, apontados como operadores de um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
A ordem de prisão partiu do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a ação após meses de investigações.
Alvos de luxo
Durante o cumprimento dos mandados, a PF transformou a operação em um retrato da ostentação financiada pela fraude. Entre os itens apreendidos estavam:
• uma Ferrari F8, avaliada em mais de R$ 4 milhões;
• uma réplica da McLaren MP4/8, carro pilotado por Ayrton Senna em 1993;
• além de dinheiro vivo, relógios de luxo, esculturas, quadros, móveis sofisticados e armas.
Advogado na mira
Outro nome de peso também entrou na linha de fogo da operação: o advogado Nelson Willians, cujo escritório já havia sido citado na CPMI que investiga o escândalo. Contra ele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
O retrato do esquema
O caso revela como o crime, travestido de legalidade, pode sugar o que há de mais sensível na sociedade: o sustento de aposentados e pensionistas.
Enquanto milhares de brasileiros enfrentam filas, burocracia e incertezas para garantir sua renda mínima, investigados acumulavam carros de corrida, obras de arte e fortunas ilícitas.
Da redação








