A sessão desta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), foi marcada por um apelo incisivo do deputado Afonso Fernandes (Solidariedade). Em tom de alerta, ele chamou a atenção para a situação dos trabalhadores provisórios do sistema penitenciário, que podem perder seus empregos nos próximos meses, deixando centenas de famílias em situação de vulnerabilidade.
Reconhecimento e preocupação
Fernandes iniciou seu pronunciamento elogiando o governador Gladson Cameli (Progressistas) pela postura de acolhimento e pela decisão de manter cadastros de reserva herdados de gestões anteriores — uma medida que, segundo ele, não era obrigação legal. Mas fez a ressalva:
“O problema não está somente na boa vontade do governador. Precisamos resolver isso de forma estrutural.”
O calendário das demissões
O deputado apresentou um cronograma preocupante:
22 de setembro: desligamento de 48 trabalhadores;
9 de dezembro: mais 5 serão demitidos;
23 de fevereiro: 49 perderão seus postos;
22 de abril de 2026: o restante será desligado.
Segundo Fernandes, muitos desses servidores têm 5, 9, 10 e até 15 anos de dedicação ao sistema.
“Essas pessoas dedicaram suas vidas à proteção da sociedade. Se forem jogadas na rua, estarão à mercê da criminalidade. O Estado não pode deixá-los à deriva.”
Caminho para a solução
Para evitar que a questão se torne apenas discurso, o parlamentar sugeriu a realização de uma sessão extraordinária com a presença de todos os órgãos diretamente envolvidos: PGE, Iapen, Seplan, Sead, Ministério Público e Casa Civil.
“Não é nesse plenário que vamos resolver sozinhos. Precisamos reunir todos os órgãos para buscar uma saída.”
Conclusão firme
Encerrando sua fala, Afonso Fernandes pediu ações concretas em vez de manifestações de apoio simbólicas:
“É preciso discutir com objetividade. Só assim teremos encaminhamento real para a resolução ou não do problema.”
Da redação








