Em uma reviravolta comercial com sabor tropical, o governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (14) a suspensão parcial das tarifas de 10% aplicadas a produtos agrícolas importados de parceiros comerciais — entre eles, o Brasil. A medida, oficializada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, representa um gesto estratégico em meio a negociações comerciais mais amplas.
Café, carne e açaí na lista de alívio
A suspensão beneficia uma série de produtos brasileiros que fazem sucesso no mercado internacional. Entre os itens contemplados estão:
– Café
– Cortes selecionados de carne bovina
– Açaí
– Castanha-do-pará
– Tapioca
– Mandioca
– Frutas como banana, laranja e coco
A decisão pode abrir espaço para maior competitividade desses produtos no mercado americano, aliviando parte da pressão sobre exportadores brasileiros.
“Tarifaço” ainda em negociação
Apesar da boa notícia, o alívio não é total. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, a suspensão não afeta a tarifa adicional de 40% imposta por Trump em julho sobre diversos produtos brasileiros. Essa sobretaxa — apelidada de “tarifaço” — segue em negociação específica entre os dois países.
Estratégia e cálculo político
Na ordem executiva, Trump justificou a mudança com base em recomendações técnicas, negociações diplomáticas em andamento, demanda interna por determinados produtos e a capacidade de produção agrícola dos EUA. O gesto é visto por analistas como uma tentativa de equilibrar interesses comerciais e políticos, ao mesmo tempo em que mantém pressão sobre parceiros estratégicos.
Um passo em um jogo maior
A suspensão parcial das tarifas pode ser lida como um movimento tático em um tabuleiro comercial cada vez mais complexo. Para o Brasil, representa uma oportunidade de recuperar espaço em um mercado-chave, ainda que sob a sombra de tarifas mais pesadas que seguem em vigor.
Enquanto isso, produtores de café, carne e frutas tropicais respiram — ainda que parcialmente — aliviados. E o comércio internacional segue seu jogo de xadrez, onde cada porcentagem tarifária pode valer milhões.
Da redação








