Na manhã o último sábado (22/11), o ex-policial militar Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi transferido da Penitenciária I de Tremembé (SP) para a Penitenciária IV do Distrito Federal, em Brasília. A operação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que informou que o preso foi entregue à Polícia Federal (PF) no aeroporto de São José dos Campos por volta das 11h.
Condenação histórica
No dia 31 de outubro, o 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Lessa a 78 anos e 9 meses de prisão pelo duplo homicídio. Seu comparsa, Élcio Queiroz, recebeu pena de 59 anos e 8 meses. Ambos foram apontados como executores do crime que chocou o país em 2018.
Preso desde 2019, Lessa passou por diversas unidades do sistema penitenciário federal, em estados como Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS). Essas prisões de segurança máxima são destinadas a criminosos de alta periculosidade e líderes de facções, mantendo os detentos sob isolamento e vigilância constante.
Ordem do STF
A transferência para Brasília foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçando o caráter estratégico da custódia de Lessa, considerado peça-chave para desvendar os bastidores do crime.
Colaboração premiada
Em 2023, Lessa firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Em troca de uma possível redução de pena, ele confessou o assassinato e detalhou o planejamento da execução, além de apontar nomes que teriam atuado como mandantes.
Essa colaboração é vista como crucial para esclarecer não apenas quem puxou o gatilho, mas quem se beneficiou politicamente e financeiramente da morte de Marielle Franco.
O próximo capítulo
A transferência para Brasília marca uma nova fase no caso: Lessa, agora sob vigilância reforçada, pode se tornar a chave para revelar as engrenagens ocultas por trás de um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil.
O país aguarda, com expectativa e tensão, os desdobramentos de uma investigação que ainda promete expor nomes e conexões poderosas.
Da redação








