A turbulenta trajetória política da deputada Carla Zambelli (PL-SP) chegou a um desfecho neste domingo. A Câmara dos Deputados confirmou oficialmente sua renúncia ao mandato, abrindo espaço para o suplente Adilson Barroso (PL-SP) assumir a cadeira.
O contexto da renúncia
Zambelli está presa na Itália desde maio, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e à perda do mandato. A acusação envolve a invasão de sistemas e a adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em ação realizada com o auxílio de um hacker. Ela nega as acusações.
A decisão do Supremo
A renúncia ocorre apenas dois dias depois de a Primeira Turma do STF confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a votação da Câmara que havia rejeitado a cassação da parlamentar.
– O julgamento foi unânime, com os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanhando Moraes.
– Moraes afirmou que a votação da Câmara ocorreu “em clara violação” à Constituição, reforçando que os deputados não poderiam deliberar sobre o assunto, mas apenas cumprir a ordem judicial.
O fim de uma era
Com a renúncia, Zambelli encerra sua passagem pela Câmara em meio a um dos episódios mais controversos da política recente. Sua saída simboliza não apenas a derrota pessoal, mas também o choque institucional entre Legislativo e Judiciário, que marcou os últimos meses.
O que vem agora
Adilson Barroso assume a vaga em um cenário de tensão política, herdando uma cadeira marcada por polêmicas e decisões judiciais. O caso Zambelli deixa como legado um debate sobre os limites da atuação parlamentar diante das ordens do Supremo e sobre o impacto da judicialização na política brasileira.
Da redação








