A campanha Janeiro Branco acende o alerta para o cuidado com a mente, e no sistema prisional do Acre, o tema é tratado como prioridade. Reconhecendo o impacto emocional do cárcere, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) intensifica o acompanhamento psicológico nas unidades do estado, buscando mitigar os efeitos psicológicos da privação de liberdade.

A psicóloga Tereza Barros, que atua na unidade feminina, pontua que o isolamento é um dos principais gatilhos para o sofrimento psíquico. “O ambiente prisional é solitário por natureza e gera um adoecimento severo. Nosso trabalho é humanizar esse processo e minimizar o sofrimento por meio de atendimentos e atividades contínuas”, destaca. Segundo ela, quadros de ansiedade, depressão e distúrbios do sono são recorrentes, o que torna a presença de especialistas essencial.
Impacto real: O acolhimento na prática
Para quem cumpre pena, o suporte profissional é um divisor de águas. É o caso de M.S., detenta que iniciou o tratamento psicológico após ingressar no sistema. Mesmo enfrentando ansiedade antes de sua prisão, foi no cárcere que ela recebeu o primeiro suporte especializado. “Fui muito bem acolhida pela equipe e pela psicóloga. Esse acompanhamento é o que me ajuda a lidar com a distância da família e a rotina da reclusão”, afirma.

Ao abraçar o Janeiro Branco, o Iapen reafirma seu compromisso com a humanização e a reintegração social, compreendendo que a saúde integral é um direito fundamental e um passo decisivo para o retorno dessas pessoas à sociedade.








