O cinema brasileiro brilhou como nunca antes na noite de gala de Hollywood. O filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kléber Mendonça Filho, conquistou dois prêmios e entrou para a história como a primeira produção nacional a vencer em duas categorias na mesma edição da premiação.
O primeiro troféu veio na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, tornando-se apenas o terceiro título brasileiro a alcançar esse feito. Antes dele, apenas Central do Brasil (1999) e Orfeu Negro (1960) – este último em coprodução ítalo-franco-brasileira – haviam levado o prêmio. Em seu discurso, Kléber Mendonça Filho celebrou o momento:
“Estou honrado de estar nesse grupo de grandes diretores estrangeiros. Dedico este prêmio aos jovens cineastas. Este é um momento muito importante para se fazer filmes, aqui nos Estados Unidos e no Brasil. Jovens americanos, façam filmes.”
A segunda vitória da noite foi protagonizada por Wagner Moura, que recebeu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama. Foi a primeira vez que um brasileiro venceu nessa categoria. Emocionado, Moura destacou o impacto do longa:
“É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem. Este prêmio vai para quem está seguindo seus valores em momentos difíceis.”
E, em português, concluiu:
“E para todo mundo no Brasil que está assistindo isso agora, viva o Brasil e a cultura brasileira.”
Moura já havia sido indicado em 2016 por sua atuação em Narcos, mas perdeu para Jon Hamm (Mad Men). Desta vez, sua vitória coroou uma noite histórica para o cinema nacional.
Com “O Agente Secreto”, o Brasil não apenas conquistou reconhecimento internacional, mas também reafirmou sua força criativa e cultural. A dobradinha de Kléber Mendonça Filho e Wagner Moura marca um capítulo inesquecível na trajetória do país no cenário cinematográfico mundial.
Da redação








