Um caso envolvendo denúncias de agressão, cárcere privado e supostos crimes sexuais contra um líder religioso de Maringá (PR) está sendo investigado pela Polícia Civil. A ex-namorada de Wilker Novaes acusa o pai de santo de agressões físicas, violência psicológica, violência patrimonial e manipulação financeira durante o relacionamento .
Em entrevista ao GMC Online, Rayanne Braz detalhou episódios de violência, que, segundo ela, ocorreram ao longo de aproximadamente um ano de relacionamento. A defesa de Wilker nega as acusações e afirma que o caso está em fase de investigação, sem condenação judicial. Segundo a Polícia Civil, atualmente, há três inquéritos instaurados envolvendo o mesmo investigado.
“Achei que ele iria me matar”, diz denunciante Rayanne afirma que conheceu Wilker inicialmente por meio da religião e que o relacionamento evoluiu rapidamente para um namoro. Segundo ela, os primeiros sinais de manipulação teriam surgido ainda nos meses iniciais da relação. De acordo com a denunciante, a violência começou de forma psicológica e financeira antes de evoluir para agressões físicas.
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Segundo Rayanne, o então companheiro passou a pedir ajuda financeira alegando dificuldades para pagar despesas pessoais e do terreiro, incluindo aluguel, contas de água e energia, cartões de crédito e pensão alimentícia. Ela afirma que, inicialmente, acreditava estar apenas ajudando alguém com quem mantinha uma relação afetiva. Com o passar do tempo, porém, diz ter percebido que a situação envolvia, segundo sua versão, manipulação emocional. Denúncia inclui agressões físicas e cárcere privado A denunciante relata que as agressões físicas teriam ocorrido principalmente quando tentava encerrar discussões ou deixar o local onde estava com o companheiro. Segundo Rayanne, em diversas ocasiões ela teria sido impedida de sair, com retenção de celular, chaves e pertences. Ela afirma ainda que sofreu puxões de cabelo, apertões nos braços, agressões na cabeça e episódios de sufocamento. Em um dos relatos mais graves feitos ao GMC Online, a jovem disse ter temido pela própria vida.
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Rayanne também declarou que registrou um boletim de ocorrência em novembro de 2025, após um episódio de agressão. Segundo ela, apesar de ter realizado exame de corpo de delito, o laudo apontou lesão corporal leve. Ainda conforme a denunciante, após as agressões, ela era frequentemente convencida a permanecer no relacionamento por meio de pedidos de desculpas, promessas de mudança e apelos emocionais.
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Outras supostas vítimas teriam procurado a denunciante Após tornar o caso público, Rayanne afirma ter sido procurada por outras mulheres com relatos semelhantes. Segundo ela, algumas dessas mulheres relataram supostos episódios de abuso, assédio e manipulação.

A denunciante também acusa Wilker de utilizar sua posição como líder religioso para se aproximar emocionalmente de frequentadoras do terreiro. As alegações relacionadas a outras possíveis vítimas também passaram a ser objeto de investigação policial. Defesa nega acusações e fala em exposição pública A advogada de defesa de Wilker, Jacheline Batista, afirmou ao GMC Online que seu cliente contesta as acusações e sustenta que também registrou boletim de ocorrência contra Rayanne. Segundo a defensora, em novembro de 2025, ambos teriam registrado ocorrências após um desentendimento. De acordo com a advogada, Wilker alega ter sido vítima de agressões, ameaças e danos materiais. A defesa também contesta a narrativa sobre violência patrimonial. Em relação aos celulares mencionados pela denunciante, Jacheline afirma que os aparelhos teriam sido danificados durante discussões e que, posteriormente, Wilker teria arcado com o conserto. Sobre as transferências financeiras citadas pela ex-companheira, a defesa sustenta que os valores estariam ligados a despesas compartilhadas do relacionamento e também a serviços religiosos prestados antes do namoro. A advogada ainda afirmou que o caso ganhou grande repercussão pública antes da conclusão das investigações.
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Segundo a defesa, Wilker tem recebido ameaças por redes sociais e precisou deixar o imóvel onde funcionava o terreiro. Polícia Civil apura três inquéritos Em nota enviada ao GMC Online, a Polícia Civil do Paraná informou que três inquéritos foram instaurados para apurar ocorrências envolvendo o mesmo investigado em Maringá.
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