Os agricultores do Acre têm um compromisso inadiável: cadastrar suas unidades de produção no Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf).
A exigência, exigida pela Portaria nº 388 de 21 de outubro de 2024, não é apenas uma formalidade, mas uma estratégia crucial para a prevenção de proteção, como a ferrugem asiática, que pode devastar até 90% das atividades não controladas.
A atualização dos cadastros mantém um banco de dados essencial para monitoramento fitossanitário e proteção das plantações. A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, se espalha com rapidez pelo vento e por maquinários agrícolas, tornando o controle da doença um desafio que exige ação coordenada.
O cadastro faz parte do Programa Nacional da Ferrugem Asiática da Soja, instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Todos os proprietários, arrendatários ou responsáveis por áreas cultivadas devem preencher o Cadastro Anual de Propriedades (CAP) e suas respectivas Unidades de Produção (UPs) por meio do sistema online do Idaf.
Para o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), Assuero Veronez, a regularização é necessária. “Fiz o meu cadastro e reforço a importância desse processo.
O acompanhamento do Idaf é essencial para prevenir problemas fitossanitários e garantir a segurança na produção”, apontou.
Fiscalização e benefícios para o produtor
apesar da relevância da medida, ainda há resistência de alguns estudiosos em manter as informações atualizadas.
Diante disso, o Idaf intensificou as fiscalizações em campo e notificou os produtores que não regularizaram seus trabalhos.
A coordenadora do Programa de Sanidade das Grandes Culturas do Idaf, Ligiane Amorim, destaca que o cadastro facilita o planejamento e proteção das safras.
“O banco de dados nos permite prever a área total de cultivo, monitorar variedades de sementes e práticas de manejo. Essa informação é crucial para orientar estratégias contra a ferrugem asiática e outras ameaças à produção”, explicou.
Além da segurança sanitária, o cadastro garante um diferencial competitivo aos produtores. Com dados precisos sobre localização e período de plantio, o Idaf pode atuar com mais agilidade na identificação de surtos da doença, emitindo alertas fitossanitários e direcionando ações preventivas para evitar prejuízos.
Regularizar a produção não é apenas uma obrigação legal, mas um investimento na produtividade e na rentabilidade do setor.
Afinal, um mercado cada vez mais exigente valoriza safras que seguem protocolos fitossanitários rígidos, garantindo qualidade e maior lucratividade aos agricultores.
Da Redação com informações da Agência de Notícias do Acre








