Dois homens apontados pela polícia como “coiotes do tráfico” foram presos, nesta terça-feira (21/7), em São Paulo, durante operação deflagrada pela Polícia Civil que mira o tráfico interestadual de drogas, em especial na fronteira do Brasil com o Paraguai. O destino final de quase uma tonelada de maconha que eles transportavam, apreendida em 12 de junho no município de Palmital, no interior do estado, era a capital paulista.
A Justiça decretou a prisão temporária dos dois alvos e expediu ordens judiciais de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Os mandados foram cumpridos na zona leste da capital paulista. Os investigadores apreenderam um celular e objetos que levantaram a suspeita de que um deles armazenava armas de grosso calibre, como um fuzil — no entanto, nenhum armamento foi apreendido.
As ações foram realizadas por policiais da Delegacia de Palmital e contaram com apoio de equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil de São Paulo.
Quase uma tonelada de maconha
O delegado Marcelo Aparecido de Souza, responsável pelo caso, afirmou que a investigação começou após a apreensão de 870 quilos de maconha em Palmital, realizada pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv).
A perseguição ao carro usado pelos “coiotes” teve início na Rodovia Raposo Tavares (SP-270) e terminou em uma estrada de terra. O motorista, contudo, fugiu a pé em meio a uma plantação.
“Após intenso trabalho de inteligência, com análise de imagens, identificamos o motorista e, no decorrer da investigação, descobrimos que um segundo homem dava apoio logístico à empreitada”, explicou o delegado.
Segundo a polícia, o carregamento de maconha foi coletado na divisa de Ponta Porã, no estado do Mato Grosso, com o Paraguai. A suspeita é que toda a droga ia ser entregue para traficantes em diferentes regiões de São Paulo.
“Um dos suspeitos tinha uma fotografia segurando um fuzil. Localizamos, no forro do imóvel, a caixa correspondente ao armamento de grosso calibre. A arma ainda não foi encontrada”, contou o delegado, que completou dizendo que novas ações vão ser realizadas para identificar toda a cadeia do esquema do tráfico interestadual.








