Os números mais recentes da sondagem Quaest/Rede Amazónica, revelados na noite desta sexta-feira, sacudiram o tabuleiro eleitoral acreano ao definir as primeiras posições rumo ao Congresso Nacional. O ex-governador Gladson Cameli (PP) consolidou o primeiro lugar isolado, capitalizando a memória recente da sua gestão estadual e abrindo vantagem sobre os adversários directos.
Entretanto, o verdadeiro teste de fogo concentra-se logo a seguir: com duas cadeiras em disputa no Senado neste sufrágio, o pelotão intermédio encontra-se numa situação de indefinição técnica absoluta.
Termómetro das Intenções de Voto
Gladson Cameli (PP): 19%
Márcio Bittar (PL): 14%
Mara Rocha (Republicanos): 12%
Jorge Viana (PT): 12%
Sérgio Petecão (PSD): 8%
Eduardo Velloso (Solidariedade): 6%
O que os dados revelam sobre os bastidores
A dianteira de Gladson: Ao fixar-se nos 19%, Cameli demonstra a resiliência do seu capital eleitoral e o peso das bases governistas no interior, sustentando uma margem que o coloca como o nome mais sólido desta fase inicial.
O nó triplo pela segunda vaga
Separados por apenas dois pontos percentuais — margem que configura empate técnico —, o actual senador Márcio Bittar (14%), a ex-deputada Mara Rocha (12%) e o líder petista Jorge Viana (12%) travam uma batalha estratégica. Bittar e Mara digladiam-se pela mesma fatia do eleitorado conservador e bolsonarista, enquanto Viana ancora o voto fiel da esquerda acreana.
Veteranos sob pressão
Mais abaixo, Sérgio Petecão (8%) e Eduardo Velloso (6%) mostram que, embora mantenham redutos fiéis, precisarão de rever estratégias de campanha e alianças caso pretendam quebrar o isolamento dos primeiros colocados.
A regra das duas vagas: Importa recordar que a renovação de dois terços do Senado permite a cada eleitor escolher dois representantes nas urnas. Isto costuma gerar oscilações abruptas ao longo da campanha, à medida que os acordos de voto casado forem definidos entre as candidaturas a governador e a senador.








