Autoridades dizem que o foragido capturado faz parte do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Doda também é investigado por envolvimento em um roubo a caixa eletrônico, ocorrido no Ceará, na prática conhecida como “Novo Cangaço”, que consiste em ataques violentos e coordenados a instituições financeiras, principalmente em cidades de pequeno e médio porte.
Ainda segundo a polícia, o mandado de prisão preventiva contra Doda foi expedido em 2025. Em virtude do período eleitoral, os policiais consultaram o mandado e descobriram que o título de eleitor do acusado estava suspenso. Ele foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital.
Família PCC
Doda, preso pela PM nessa terça-feira, na zona sul da capital paulista, é irmão de El Cid, considerado uma das peças centrais do PCC no planejamento do sequestro do ex-senador Sergio Moro (PL) e de atentados contra autoridades, como o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, vinculado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), e de Roberto Medina, diretor dos presídios da região oeste do estado de São Paulo.
El Cid era considerado foragido da Justiça após escapar de uma penitenciária paulista em 2022. Ele foi capturado em Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, próximo a um condomínio residencial de luxo. Contra o acusado, havia dois mandados de prisão pelos crimes de associação ao tráfico e homicídio.
Os irmãos, apontados pelas autoridades como integrantes do PCC, chegaram a ser investigados pelo assassinato do ex-delegado geral da Polícia Civil Ruy Fontes, ocorrido em setembro de 2025, em Praia Grande, litoral sul paulista.