O governo do Acre desembarca em Antalya para a COP31 amparado por índices expressivos de preservação: um recuo de 70% na supressão vegetal ao confrontar o ciclo 2021/2022 com o de 2025/2026. Sob o comando da governadora Mailza Assis, a representação estadual utilizará o evento da ONU para demonstrar a eficácia de sua gestão territorial e negociar aportes financeiros externos voltados a modelos produtivos de baixo carbono.

Os indicadores decorrem da execução do Plano de Prevenção, Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ), instrumento que cumpriu seus compromissos antes dos prazos estipulados. A estrutura operacional baseou-se na vigilância contínua do bioma, em planejamentos rigorosos e na cooperação tática entre diversos órgãos de fiscalização contra infrações na mata.
A agenda dos representantes acreanos se estenderá de 9 a 13 de novembro, concentrando-se na exposição desses êxitos e na captação de recursos. Ao avaliar o cenário, a governadora ressaltou o orgulho de exibir resultados consolidados antecipadamente graças à ação coordenada das equipes, reforçando a intenção de partilhar essa metodologia com a comunidade global.
Foco na transição econômica e captação de recursos externos
A missão em território turco vai além do balanço conservacionista: busca dialogar diretamente com bancos multilaterais, fundos climáticos e o setor privado. O propósito central é assegurar aportes que transformem a integridade dos ecossistemas em fonte tangível de trabalho, renda e modernização econômica para a sociedade local.
Nesse contexto, o painel Pro Acre Avançar reunirá membros do primeiro escalão estadual para detalhar portfólios de investimento e oportunidades de negócios atrelados à preservação. A comitiva atuará de forma articulada com os demais estados da Amazônia Legal, concentrando seus debates no estande Hub Amazônia, situado na Zona Azul do encontro.
Centralidade dos territórios tradicionais na governança ecológica
O envolvimento e a soberania das comunidades originárias compõem outro eixo prioritário da missão acreana. Sob a liderança da pasta dedicada aos Povos Indígenas (Sepi), será conduzida uma mesa de debates voltada à relevância das terras demarcadas na retenção das mudanças climáticas e no resguardo da biodiversidade.
O diálogo pretende evidenciar como os saberes ancestrais fortalecem a elaboração de políticas de mitigação ambiental, reforçando a urgência de garantir assento a essas populações nas instâncias deliberativas sobre o rumo da região amazônica.
Mecanismos de bioeconomia e capitalização da floresta preservada
Sob coordenação da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), a rodada temática sobre bioeconomia e finanças climáticas explorará instrumentos de compensação e cadeias produtivas que mantêm a cobertura florestal intacta.

A discussão priorizará o desenho de incentivos para populações extrativistas e rurais, demonstrando que a proteção dos biomas pode alavancar a atividade financeira sem recorrer à derrubada de árvores. Leonardo Carvalho, titular da Sema, pontua que a cúpula oferece a visibilidade necessária para solidificar parcerias internacionais duradouras e validar as políticas estaduais de contenção de focos de queimada e supressão da mata.
Mobilização multissetorial da estrutura pública
A representação oficial do estado abrange um corpo técnico transversal, congregando integrantes das secretarias de Planejamento, Meio Ambiente, Agricultura e Povos Indígenas. Somam-se à equipe especialistas da Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais (CDSA), do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), além de membros da Casa Civil e do Gabinete da Governadora, articulando uma defesa coordenada de novos investimentos para a transição ecológica acreana.








