O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prestes a anunciar duas medidas que podem mexer diretamente no bolso dos trabalhadores – e na temperatura de sua popularidade. Em um esforço para reaquecer a economia e agradar a base, o governo pretende liberar R$ 12 bilhões do FGTS e expandir o crédito consignado para quem tem carteira assinada.
A primeira ação do pacote envolve uma mudança nas regras do saque-aniversário do FGTS, permitindo que trabalhadores demitidos desde 2020 tenham acesso ao saldo total do fundo.
Hoje, quem opta pelo saque-aniversário pode retirar parte do dinheiro anualmente, mas perde o direito à rescisão integral em caso de demissão, precisando esperar dois anos para resgatar o valor.
Se confirmada, a medida provisória que libera os recursos deve ser publicada já na sexta-feira (28/2), segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT). O impacto no consumo pode ser significativo, com R$ 12 bilhões injetados diretamente na economia.
Além do FGTS, o governo também pretende facilitar o acesso ao crédito consignado para trabalhadores formais. O consignado, que tem juros mais baixos por ser descontado diretamente na folha de pagamento, hoje é mais comum para aposentados e servidores públicos.
Com a ampliação, milhões de trabalhadores da iniciativa privada poderão recorrer a essa modalidade para enfrentar dívidas ou realizar compras de maior valor.
As medidas chegam em um momento estratégico. Com a popularidade de Lula registrando queda, o governo busca maneiras de melhorar a percepção da população sobre sua gestão econômica.
Ao destravar recursos do FGTS e ampliar o crédito, o Planalto espera contribuir para o consumo e aliviar a pressão sobre os trabalhadores individualizados.
O impacto real dessas iniciativas será medido nas próximas semanas. Mas, no jogo da política e da economia, o governo aposta que um bolso mais cheio pode significar uma aprovação mais alta.
Da Redação com informações da BBC Brasil








