Durante a audiência de Custódia, realizada na manhã desta quarta-feira, 26, o jornalista e assessor parlamentar da Assembleia Legislativa do Acre, Francisco Williamis da Silva França, de 46 anos, mais conhecido por Williams França, expressou, preocupação com a sua integridade física, psicológica e até de morte, caso fosse enviado para cumprir prisão no Presídio estadual Dr Francisco d’Oliveira Conde, alegando receios de represálias devido a denúncias que havia feito anteriormente contra membros de organizações criminosas. O jornalista manifestou que essas preocupações justificavam a sua solicitação de uma mudança de local de detenção.
Diante da apelação, o Juiz Clovis Souza Lodi, da
Vara Estadual do Juiz das Garantias da Comarca de Rio Branco, determinou que França aguarde as providências de transferência para o estado de Rondônia, custodiado no Quartel do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Acre.
Entenda o caso
O mandado que levou à prisão de Williams França é datado de 2001 e se refere a um crime de tráfico de drogas. Está registrado sob o número 0032032-90.2001.8.220501.01.0003-22 na Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho (RO).
O jornalista foi preso na noite desta terça-feira (25), quando procurou a Delegacia Central de Flagrantes- DEFLA para registrar um Boletim de Ocorrência- BO, contra sua ex companheira.
Durante a inserção de seus dados pessoais no sistema, surgiu um alerta de um mandado de prisão em aberto, expedido pela Vara de Delitos e Tóxicos de Porto Velho, Rondônia
Diante da revelação ao agente de segurança que confeccionava o BO, informou a Williams sobre o Mandado e deu voz de prisão ao até então denunciante, dando ciência do cumprimento do Mandado.
Na manhã desta quarta-feira,26, Williams França foi encaminhado a audiência de Custódia, onde foi informado que sua prisão já havia sido comunicada a Justiça de Rondônia e que permaneceria preso até a transferência para o estado vizinho, ou outras providências determinadas pela Justiça daquele estado.
Detalhes do processo não foram informados. O site RNN antecipadamente deixa aberto espaço para a defesa do jornalista.









