Mais de cinco décadas após o assassinato da menina Araceli, um novo capítulo de violência atinge um dos nomes envolvidos na tragédia. Dante de Brito Michelini foi encontrado morto em circunstâncias brutais — decapitado e com o corpo queimado — em sua propriedade em Guarapari.
Dante carregou por décadas o peso de ser um dos principais suspeitos do rapto e morte de Araceli (8 anos), em 1973. Apesar da absolvição judicial nos anos 90 por insuficiência de provas, o caso nunca foi esquecido, dando origem ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio). A Polícia Civil agora investiga se a execução de Dante tem relação com seu passado ou se trata de um crime recente.
Morte de Dante Michelini encerra capítulo de um dos crimes mais impunes do Brasil
O assassinato de Dante de Brito Michelini, nesta semana, traz de volta à memória coletiva o caso de Araceli Cabrera Crespo. Dante foi um dos três principais acusados pelo crime ocorrido em 1973, em Vitória, quando a menina de apenas 8 anos foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada.
O Ciclo da Impunidade
Embora o crime de 1973 tenha chocado o país, o desfecho judicial foi marcado por reviravoltas:
• Condenação e Anulação: Em 1980, Dante chegou a ser condenado, mas a sentença foi posteriormente anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
• Absolvição: Após cinco anos de novas análises processuais, os réus foram absolvidos por falta de provas.
• Arquivamento: Sem culpados punidos, o caso foi oficialmente arquivado, tornando-se um símbolo da falha do sistema judiciário em crimes de violência infantil.
Legado e Memória
Apesar da falta de condenações, a tragédia de Araceli gerou um marco legal e social no Brasil. Através da Lei Federal 9.970/2000, o dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Anualmente, essa data serve para denunciar a impunidade que cercou a morte de Araceli e para promover debates e ações de proteção à infância em todo o território nacional. A morte violenta de Dante, décadas depois, ocorre sem que ele ou os outros acusados tivessem respondido judicialmente pelo crime que mobilizou o país.
Comparativo: Caso Araceli (1973) vs. Caso Dante Michelini (2026)








