Procuradora de Justiça do Acre, Patrícia de Amorim Rêgo, recebe Diploma Bertha Lutz 2024
Nesta quinta-feira (27), o Plenário do Senado se vestirá de respeito e reverência para homenagear 19 mulheres que, com coragem, talento e compromisso, moldam um Brasil mais justo e igualitário. Elas serão agraciadas com o Diploma Bertha Lutz, uma das mais importantes distinções concedidas a personalidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres e da equidade de gênero.
A cerimônia começa às 10h e promete ser um mosaico vibrante da força feminina brasileira: de atrizes consagradas a pesquisadoras, passando por líderes sociais, educadoras, médicas, empreendedoras, magistradas e ativistas. Uma verdadeira constelação de mulheres que brilham cada uma à sua maneira — e que agora têm seu brilho reconhecido oficialmente pelo Senado Federal.
Entre as homenageadas, dois nomes que dispensam apresentações: Fernanda Montenegro e sua filha, Fernanda Torres, símbolos de excelência e resistência artística no Brasil. Ambas dividiram o set no premiado Ainda Estou Aqui (2024), mas agora dividem o palco da cidadania, celebradas não por um papel, mas pela vida que dedicam à cultura e à representação feminina na dramaturgia.
O Acre também terá sua representante: a procuradora Patrícia de Amorim Rêgo, indicada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), será laureada por sua trajetória no Ministério Público do Estado, marcada por firme atuação em defesa da justiça, da equidade e dos direitos humanos.
A diversidade das homenagens é um reflexo da pluralidade da luta feminina no Brasil. Da literatura afrofeminista de Conceição Evaristo à ousadia científica de Lúcia Willadino Braga, neurocientista e presidente da Rede Sarah, passando pela força histórica de Antonieta de Barros, homenageada in memoriam por ser a primeira mulher negra eleita deputada no país, em 1934 — cada agraciada traz à luz uma faceta da construção da igualdade.
O palco do Senado também acolherá nomes como Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna; Jaqueline Gomes de Jesus, pioneira na implementação do sistema de cotas raciais na UnB; a juíza Bruna Rodrigues, do TJ do Ceará; e a escritora e acadêmica Elaine Cassiano, reitora do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. Todas elas, em suas trajetórias distintas, têm algo em comum: caminharam em direção à transformação social, mesmo quando o caminho era íngreme e solitário.
Um legado com nome e história
O diploma leva o nome de Bertha Lutz, pioneira do feminismo no Brasil, cientista, advogada, diplomata e parlamentar que, entre outras conquistas, liderou a luta pelo voto feminino e foi uma das arquitetas da igualdade de gênero na Carta da ONU. Ao homenagear mulheres contemporâneas com seu nome, o Senado reafirma que a luta de Bertha continua viva — e pulsando em muitas vozes.
Criado para ser entregue durante as atividades do Dia Internacional da Mulher, o prêmio reconhece não só mulheres, mas também homens que se destacam na construção de um país mais justo em termos de gênero. Nesta edição, no entanto, o protagonismo é exclusivamente feminino — e com razão.
Veja quem são as agraciadas com o Diploma Bertha Lutz 2024:
Ani Heinrich Sanders – Produtora rural (PI)
Antonieta de Barros (in memoriam) – Primeira deputada negra do Brasil (SC)
Bruna dos Santos Costa Rodrigues – Juíza (CE)
Conceição Evaristo – Escritora e acadêmica (MG)
Cristiane Rodrigues Britto – Ex-ministra e advogada (DF)
Elaine Borges Monteiro Cassiano – Reitora do IFMS (MS)
Elisa de Carvalho – Pediatra e professora (DF)
Fernanda Montenegro – Atriz
Fernanda Torres – Atriz e escritora
Janete Ana Ribeiro Vaz – Empresária (DF)
Jaqueline Gomes de Jesus – Escritora e educadora (RN)
Joana Marisa de Barros – Médica mastologista (PB)
Lúcia Willadino Braga – Neurocientista (DF)
Maria Terezinha Nunes – Coordenadora de políticas de equidade (Senado)
Marisa Serrano – Ex-senadora (MS)
Patrícia de Amorim Rêgo – Procuradora de Justiça (AC)
Tunísia Viana de Carvalho – Ativista de direitos infantojuvenis (SP)
Virgínia Mendes – Filantropa e primeira-dama de MT
Viviane Senna – Filantropa e presidente do Instituto Ayrton Senna (TO)
No dia 27 de março, o Senado se transforma em tribuna de aplauso àquelas que ousaram abrir caminhos onde antes havia silêncio. O Diploma Bertha Lutz não é apenas uma homenagem — é um lembrete de que a história do Brasil também é escrita em voz feminina. E que essa voz, felizmente, não para de ecoar.
Da redação








