O Acre registrou um aumento significativo no volume de vendas do comércio varejista ampliado, alcançando a segunda maior variação positiva do país, conforme dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento do IBGE aponta que 11 estados brasileiros apresentaram crescimento no setor entre agosto do ano passado e o mesmo mês deste ano. Os maiores avanços foram observados em Mato Grosso (6,1%), seguido pelo Acre (3,2%) e Maranhão (2,9%), evidenciando a resiliência e a força do mercado acreano.
O comércio varejista ampliado — um indicador de maior impacto econômico que engloba, além dos itens de consumo diário, a venda de veículos, motocicletas, autopeças e materiais de construção — demonstrou um dinamismo acima da média nacional.
No segmento do comércio varejista tradicional (que inclui supermercados, combustíveis, vestuário, móveis, eletrodomésticos, produtos farmacêuticos, entre outros), o Acre também registrou um crescimento robusto de 2,4% no período. Com estes resultados, o setor acumula uma alta de 2,2% no ano e de 3,2% nos últimos 12 meses.
Fortalecimento da Iniciativa Privada
O governador Gladson Cameli celebrou os resultados, defendendo a importância de um modelo econômico com “menos governo e mais iniciativa privada”. Ele enfatizou o papel do Estado em apoiar o empreendedorismo e a industrialização, citando como exemplo o setor do café, e destacou a necessidade de reduzir entraves burocráticos para gerar emprego, renda e desenvolvimento.
“É fundamental fortalecer o agronegócio, sempre respeitando as políticas ambientais. Defendo menos governo e mais iniciativa privada. O papel do Estado é apoiar a iniciativa privada, que é quem gera emprego, renda e ajuda a reduzir as desigualdades. As coisas acontecem com muito mais agilidade no setor privado do que no público,” afirmou Cameli.
O governador expressou ainda sua convicção no potencial do Acre como um corredor estratégico para o comércio internacional. “A estrada está pavimentada, e o Acre vai se tornar um verdadeiro corredor de investimentos. Não tem como falar de exportação e importação sem passar por aqui,” completou, ressaltando que o avanço depende da colaboração entre o governo estadual, o governo federal e o setor privado.








