O que deveria ser apenas uma corrida rápida para encontrar uma amiga se transformou em um pesadelo em Santa Maria. Uma adolescente de 17 anos relatou ter vivido momentos de pânico ao desconfiar que o motorista do carro de aplicativo em que estava tentava dopá-la. Para escapar, ela tomou uma decisão extrema: se jogou do veículo ainda em movimento.
Logo ao entrar no carro, a jovem percebeu que havia algo fora do comum. O motorista, segundo ela, fez um comentário estranho:
— “Vou deixar os vidros fechados, porque o cheiro aqui está muito bom”, teria dito.
A adolescente, desconfiada, respondeu que estava com calor e que abriria as janelas. O condutor, no entanto, insistiu em mantê-las fechadas e afirmou que ligaria o ar-condicionado.
Pouco depois, o motorista perguntou se ela estava usando algum creme ou perfume. Foi nesse momento que a jovem começou a sentir um mal-estar repentino, acompanhado de nervosismo. O desconforto aumentou quando percebeu que o homem havia entrado em uma rua errada, estendendo a corrida sem explicação.
Com medo de perder o controle da situação, a adolescente decidiu reagir: abriu a porta e saltou do carro ainda em movimento, escolhendo o risco da queda ao perigo desconhecido que a aguardava caso permanecesse no veículo.
O caso ainda está sob apuração, mas acende novamente o debate sobre a segurança em aplicativos de transporte, especialmente para mulheres e adolescentes. O relato da jovem mostra como situações aparentemente banais podem se transformar em cenários de terror, exigindo decisões rápidas e desesperadas.
Para ela, restou a sensação de que a coragem em agir pode ter salvado sua vida. Para todos nós, fica o alerta: a violência pode se esconder nas rotas mais comuns — e o cuidado precisa ser redobrado.
Da redação








