O agricultor Pedro André Honorato Rodrigues foi indiciado por omissão de socorro no acidente que matou o motociclista Robson Rodrigues da Silva, de 22 anos, em Xapuri, no interior do Acre, em julho deste ano.
Conforme apurado pelo g1, o indiciamento ocorreu em 3 de agosto. Honorato dirigia a caminhonete com a qual a vítima colidiu. A defesa dele não quis se manifestar.
De acordo com o delegado Luccas Viana, responsável pela investigação, o inquérito apontou que Robson foi quem causou a colisão, mas que o motorista foi responsabilizado pela conduta de deixar o local sem auxiliar a vítima. Ele se apresentou à polícia dois dias após a fatalidade.
“O inquérito concluiu que a vítima fatal foi quem deu causa ao acidente porque invadiu a preferencial”, pontuou.
Degiane Rodrigues da Costa, mãe de Robson, contesta a conclusão da caso e afirma que a família quer justiça pela morte. Ela cita testemunhas que disseram ter visto Pedro André consumir bebidas alcoólicas antes do crime.
Contudo, segundo o delegado, o fato do motorista ter deixado a cena do acidente impossibilitou a verificação sobre o possível consumo de álcool. “Não teve como comprovar se ele ingeriu bebida alcoólica, pois ele fugiu do local e se apresentou dois dias depois”, contrapôs.
Degiane Rodrigues da Costa, mãe de Robson, contesta a conclusão da caso e afirma que a família quer justiça pela morte. Ela cita testemunhas que disseram ter visto Pedro André consumir bebidas alcoólicas antes do crime. (Veja mais abaixo)
Contudo, segundo o delegado, o fato do motorista ter deixado a cena do acidente impossibilitou a verificação sobre o possível consumo de álcool. “Não teve como comprovar se ele ingeriu bebida alcoólica, pois ele fugiu do local e se apresentou dois dias depois”, contrapôs.

Mãe contesta inquérito
A empreendedora também contesta a dinâmica apontada pela investigação. Segundo ela, após ter acesso às imagens do acidente, sua interpretação é de que Robson já havia atravessado parte do cruzamento quando foi atingido pela caminhonete.
“Pelo vídeo que eu vi, ele ia fazer a encruzilhada e eles vinham na linha reta. Quando o carro pegou, foi na traseira da moto. É muita revolta e transtorno para mim, amigos e família, porque ver uma pessoa vivendo sua vida normalmente, viajando, como se nada tivesse acontecido, causa revolta”, argumenta.
Degiane afirma que contratou uma advogada para acompanhar o caso, mas que ainda não conseguiu ter acesso à íntegra do inquérito. Segundo ela, até o momento, a família teve acesso apenas a parte dos documentos da investigação.
“Essas imagens do acidente, só vi depois de ir na promotoria em Rio Branco e eles enviaram pra Xapuri. Eu vou continuar buscando esclarecimentos sobre tudo que aconteceu e quero justiça, espero que a Polícia Civil possa responsabilizar esse homem pelo que ele fiz com meu filho”, critica.
Colisão fatal
Robson morreu no dia 5 de julho, após a motocicleta que conduzia colidir contra uma caminhonete no cruzamento das ruas Rodovaldo Nogueira e 24 de Janeiro.
No dia 12 de julho, a família de Robson organizou uma manifestação pelas ruas de Xapuri para cobrar justiça pela morte do jovem. O ato reuniu familiares e moradores e terminou na Praça da Juventude Calebe Nascimento Mota.

À época, o monitor escolar Celson Rodrigues da Silva, de 22 anos, contou que o irmão gêmeo havia saído de casa para comprar algo para o tio quando o acidente ocorreu. O jovem morava com a avó, que é acamada e era cuidada por ele.
“Na hora de voltar, na encruzilhada, não sabemos se ele cruzou direto ou se o motorista ultrapassou. Mas, ele ainda desviou um pouco da caminhonete, mesmo assim acertou a frente dela, caiu e bateu no meio-fio. Foi nesse momento que a caminhonete saiu sem prestar assistência”, relatou.
Celson revelou anteriormente que iniciou neste ano o curso de medicina em uma faculdade particular na Bolívia e que Robson também estava se programando para estudar no mesmo curso. Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte precoce do jovem. “Vai em paz, irmão”, disse um internauta.








