O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que vai apresentar voto pela rejeição completa do chamado PL da Dosimetria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O projeto, aprovado pela Câmara, reduz penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
O que aconteceu
Vieira, que é delegado de polícia e relator da CPI do Crime Organizado e do projeto antifacção, afirmou que o texto atual não tem condições de prosperar:
“Pretendo rejeitar todo o PL para que haja uma nova proposta com conteúdo mais adequado.”
Segundo ele, a forma como as penas foram calculadas está equivocada e precisa ser revista.
A posição do senador
Apesar da rejeição integral ao projeto, Vieira não descarta discutir alternativas:
– Defende redução de penas apenas em casos de menor gravidade relacionados ao 8/1.
– Rechaça qualquer tentativa de anistia ampla ou de enfraquecimento das condenações já estabelecidas.
– Argumenta que o Senado deve construir um texto que preserve a justiça sem abrir brechas para impunidade.
O impacto político
A decisão de Vieira coloca pressão sobre o governo e sobre a base bolsonarista, que comemorou a aprovação do PL na Câmara. No Senado, porém, o projeto enfrenta resistência e pode ser enterrado antes mesmo de chegar ao plenário.
Um novo capítulo na disputa pós-8/1
O embate sobre a dosimetria das penas mostra que o 8 de janeiro continua sendo um divisor de águas na política brasileira. Para Alessandro Vieira, o recado é claro: não haverá atalhos para apagar responsabilidades.
Da redação








