Apontado como um dos fundadores da facção Bonde dos 13, Laurisley Fideles Mariano, vulgo Arrascaeta, de 30 anos, vai a júri popular por tentativa de homicídio e organização criminosa. Considerado de altíssima periculosidade, ele foi preso no Rio de Janeiro no ano passado, e segue encarcerado.
Ele é defendido pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), que não costuma se pronunciar sobre os casos.
A defesa pediu a impronuncia sob o argumento de que faltou fundamentação adequada no processo e insuficiência de indícios de autoria dele nos crimes. Contudo, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) negou a alegação e manteve a pronuncia.
Laurisley Fideles também é acusado de tentar matar Erineldo de Almeida Araújo com uma arma de fogo. O crime, segundo a acusação, teve participação de adolescentes e conexão com outras facções. O caso é considerado tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O defensor público Celso Araújo Rodrigues, que representa Laurisley, argumentou que a decisão de submetê-lo ao tribunal do júri foi baseada apenas em elementos que não representam indícios suficientes de autoria.
A captura de Laurisley ocorreu em 16 de julho de 2025, um ano após sua fuga, pela Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) após troca de informações com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Acre, que monitorava os passos do foragido.
Investigações
Conforme a Polícia Civil acreana, Laurisley é apontado como um dos fundadores do B13 e tem envolvimento direto em vários homicídios e tentativas. Além disso, no final de 2024, o órgão policial passou a monitorar pichações em bairros da capital acreana afim de localizá-lo.
As investigações apontaram que Laurisley atuava em parceria com Geremias Lima de Souza, morto em dezembro de 204 em frente à delegacia de Polícia Civil no conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, após tentar executar um chefe de uma facção local rival, onde tentavam se infiltrar.
Geremias chegou a retornar a Rio Branco e Laurisley permaneceu escondido no RJ, atuando como elo entre os dois grupos criminosos. Assim que foui capturado no ano passado, o órgão fez o translado de Laurisley ao estado acreano, onde segue preso preventivamente desde então.
Já em 2025, a DHPP intensificou as ações de inteligência que levaram à localização de Arrascaeta. Durante a ação policial, o criminoso tentou escapar pela Avenida Brasil, no RJ, e chegou a apresentar um nome falso aos militares.
Ele foi encaminhado ao 21º Distrito Policial de Bonsucesso, onde teve a verdadeira identidade confirmada após contato com a polícia acreana. Contra ele já havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Acre.








