O renomado jornalista acreano Ayres Rocha faleceu na madrugada desta quarta-feira (14), em Rio Branco. Considerado um dos rostos mais emblemáticos da imprensa local, ele construiu uma sólida trajetória na televisão e ganhou projeção nacional ao comandar por vários anos o telejornal de uma emissora afiliada da Rede Globo no estado.
O falecimento foi divulgado por meio das plataformas digitais. O velório foi agendado para ter início às 10h da mesma quarta-feira, na capela da funerária São João Batista, localizada na avenida Antônio da Rocha Viana, na capital acreana.
Uma vida dedicada à comunicação
Ao longo de 35 anos na Rede Amazônica, afiliada da Globo, Ayres marcou época. Ele ingressou na empresa em 1989 e assumiu o comando da segunda edição do Jornal do Acre em 1995, cargo que manteve por décadas. Dados da própria emissora apontam que ele se despediu dos telespectadores com o tradicional “boa-noite” em mais de 6 mil ocasiões.
Sua aposentadoria da telinha ocorreu em novembro de 2024, quando deixou a bancada após mais de três décadas de serviços prestados. Na ocasião, recebeu tributos de vários profissionais da área, entre eles William Bonner, âncora do Jornal Nacional. Bonner ressaltou a importância de encerrar um ciclo com o sentimento de dever cumprido, desejando que ele pudesse desfrutar de mais tempo junto aos familiares.
Em sua emocionante despedida ao vivo, o próprio jornalista declarou aos telespectadores que o acompanharam por tantos anos: “Vou curtir a vida. Boa noite, Acre”.
Marcos da carreira e transição para o jornalismo
Um dos pontos altos de sua trajetória profissional ocorreu em 2019, quando integrou a bancada do Jornal Nacional em uma edição comemorativa pelos 50 anos do noticiário. Na época, representando o Acre, dividiu o estúdio com a jornalista Jéssica Senra.
Curiosamente, a entrada de Ayres no meio televisivo não foi planejada. Inicialmente atuando como bancário em busca de uma renda complementar, ele entrou na emissora para desempenhar outras funções. O contato diário com a redação despertou seu interesse, abrindo as portas para apresentar um programa de esporte — pontapé inicial que definiu seu caminho à frente das câmeras.
Com o tempo, transformou-se em uma referência informativa no Acre, cobrindo os fatos mais relevantes para a região e construindo um forte laço de afeto com o público.
Despedidas e repercussão
A partida do comunicador motivou diversas manifestações de pesar na internet. Páginas e organizações locais, a exemplo do Enjoy Club, publicaram notas reconhecendo seu legado para a mídia acreana e prestando solidariedade aos entes queridos.
Colegas e admiradores também preencheram as redes com homenagens, enfatizando não apenas o profissional exemplar, mas traços marcantes de sua personalidade, como a generosidade, a simpatia e o bom humor constante.
De acordo com relatos de pessoas próximas, o jornalista vinha lidando com complicações de saúde nos últimos tempos, havendo menções não confirmadas oficialmente sobre um tratamento contra o câncer. Até o momento da divulgação inicial da notícia, a causa exata do óbito não havia sido informada pelas autoridades ou familiares.








