A partir deste sábado (4/10), o Banco Central do Brasil (BC) deu início a uma nova frente de combate contra crimes digitais: o bloqueio direto de chaves Pix associadas a golpes e fraudes.
O bloqueio será feito com base em uma plataforma nacional de informações, alimentada por denúncias e relatórios enviados pelas próprias instituições financeiras.
Nova fase de segurança
A política foi anunciada na última reunião do Fórum Pix, realizada na quinta-feira (2/10), e marca mais um passo na tentativa de blindar o sistema de pagamentos instantâneos, que embora tenha revolucionado a forma de transferir dinheiro no Brasil, também se tornou um dos principais alvos do crime organizado.
Contexto das medidas
Em setembro, o BC já havia adotado outra restrição: um teto de R$ 15 mil para transferências via Pix e TED destinadas a instituições de pagamento. A decisão foi tomada após uma megaoperação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado, envolvendo fintechs e bancos digitais.
O objetivo
Com o novo bloqueio, o BC espera diminuir a margem de ação dos golpistas, tornar mais ágil a devolução de valores em caso de fraude e reforçar a credibilidade do Pix, hoje o meio de pagamento mais usado no país.
Em outras palavras: se antes os criminosos contavam com o anonimato e a agilidade do sistema, agora terão de enfrentar uma rede de proteção que começa a fechar o cerco.
Da redação








