Antes mesmo da conclusão das investigações, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento para acompanhar o caso da menina de 11 anos que está internada em estado grave, em Rio Branco, após a suspeita de ingestão de uma substância corrosiva.
A medida prevê o acompanhamento do inquérito conduzido pela Polícia Civil, além da avaliação sobre a necessidade de medidas de proteção à criança e da coleta de informações que auxiliem no esclarecimento do caso.
A apuração teve início após uma denúncia feita pela pastora Regiane Maciel, vizinha da família, que afirmou ter prestado os primeiros atendimentos à vítima. Conforme o boletim de ocorrência, a menina teria sido forçada pela madrasta a ingerir uma mistura de soda cáustica com um medicamento, enquanto o pai estaria no local. As informações ainda são investigadas pela Polícia Civil.
Entre as diligências determinadas pelo MPAC estão o pedido de acesso ao inquérito policial, a atualização do estado clínico da criança e a realização de perícias na substância supostamente ingerida e nas lesões apresentadas pela vítima. O Conselho Tutelar também foi acionado para analisar a situação familiar e adotar as providências necessárias.
Além de acompanhar a investigação principal, o Ministério Público pretende verificar se existem indícios de maus-tratos, violência doméstica ou outros crimes, bem como identificar se há registros de ocorrências anteriores envolvendo a família.
A criança permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo informações divulgadas pela denunciante, exames apontaram lesões graves no esôfago, na garganta, no estômago e em parte das vias respiratórias. O quadro clínico segue considerado grave.








