Embalado pelo apoio popular revelado nas pesquisas, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou que o estado já tem dez novas operações policiais agendadas, todas com autorização judicial. A declaração vem na esteira da Operação Contenção, que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha — a mais letal da história do estado.
“Temos mais dez operações agendadas”, afirmou Castro, em tom firme. Segundo ele, as ações não serão ocupações prolongadas, mas incursões pontuais com foco em desarticular o poder territorial das facções criminosas, especialmente o Comando Vermelho.
Jacarepaguá e Baixada Fluminense na mira
O governador revelou que, a partir de dezembro, será iniciada uma ação de retomada de territórios na região de Jacarepaguá, na zona sudoeste da capital. Já na próxima semana, a polícia fluminense fará operações diárias tanto na zona sudoeste quanto na Baixada Fluminense, com foco na remoção de barricadas e no enfraquecimento da logística do tráfico.
Castro versus Lula: divergência de tom
A fala de Castro contrasta com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que demonstrou preocupação com o número de mortos na operação. A divergência de tom entre os dois líderes reacende o debate sobre os limites da força policial e o papel do Estado nas comunidades.
Segundo levantamento da Ativaweb, Castro viu sua popularidade digital disparar após a operação, saltando de 671 mil para 2 milhões de seguidores em apenas dez dias.
Operações sob vigilância judicial
Todas as novas ações anunciadas já contam com aval da Justiça, e devem seguir os protocolos definidos pelo STF na ADPF das Favelas, que exige preservação de provas, perícias independentes e controle externo das operações.
O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, se reuniu com Castro nesta semana para discutir os desdobramentos da megaoperação e cobrar 18 esclarecimentos formais sobre sua execução.
O que esperar das próximas ações
– Incursões pontuais, sem ocupação prolongada
– Foco em áreas dominadas por facções
– Retomada de territórios estratégicos
– Monitoramento judicial e técnico
– Operações diárias na Baixada e zona sudoeste
A escalada das operações marca um novo capítulo na política de segurança do Rio, com Castro apostando alto na repressão direta ao crime organizado — mesmo sob críticas e vigilância institucional.
Da redação








