A crueldade e a ousadia por trás do assassinato de França Cordovez do Vale Souza, de 48 anos, ganharam contornos ainda mais alarmantes neste sábado (20). O achado de novos membros da vítima em uma região totalmente distinta da capital acreana revela uma logística macabra que aponta para uma clara afronta ao sistema de segurança pública do Estado.
O caso começou a vir à tona na tarde de sexta-feira (19), quando a Polícia Penal localizou uma perna com tornozeleira eletrônica na Estrada do Amapá, no bairro Taquari (Segundo Distrito). Já neste sábado, o cenário de horror se expandiu com a localização de mais partes do corpo — um braço e a outra perna — no bairro Jardim Europa (Primeiro Distrito).
A confirmação da identidade da vítima foi realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) por meio de exames periciais específicos. No entanto, o que intriga e mobiliza as autoridades é que as buscas continuam: o tórax e a cabeça da vítima ainda não foram localizados.

Afronta e dinâmica entre Distritos
O que chama a atenção dos investigadores é a distância geográfica entre os pontos de descarte. Como Rio Branco é dividida em dois distritos, a dispersão dos membros indica que os criminosos realizaram um longo e arriscado trânsito pelas principais vias da cidade para espalhar os restos mortais.

Essa movimentação, feita sob o monitoramento que as forças de segurança tentam manter na capital, demonstra que os executores não se preocuparam em ocultar o crime de forma discreta, mas sim em pulverizá-lo pela cidade para assinar a barbárie.
A Polícia Civil investiga a motivação e a autoria do homicídio, enquanto equipes de busca tentam encontrar os membros restantes para que o corpo possa ser totalmente periciado e liberado à família.








