A recuperação financeira das empresas no Acre é um reflexo direto das iniciativas adotadas pela gestão estadual para impulsionar a economia local. Dados recentes do programa Desenrola Pequenos Negócios mostram que 412 empresas renegociaram 481 contratos, movimentando R$ 23,79 milhões. Com esse volume expressivo, o estado ocupa a sexta posição na Região Norte em valores repactuados.
A renegociação, realizada entre maio e dezembro do ano passado, foi viabilizada pelo sistema financeiro, com incentivos tributários do governo federal.
Os descontos aplicados variaram entre 20% e 95%, permitindo que centenas de empreendedores regularizassem seus débitos e voltassem a acessar crédito para expandir seus negócios.
Ambiente favorável para novos negócios
Além das ações voltadas à recuperação financeira, o governo estadual tem buscado tornar o Acre um ambiente mais atraente para novos empreendimentos.
Como parte dessa estratégia, a Junta Comercial do Acre (Juceac) lançou, em janeiro, a ferramenta digital “Juceac na Palma da Mão”, que permite abrir empresas diretamente pelo WhatsApp.
O projeto faz parte do programa Acre + Simples, que busca modernizar o registro empresarial e integrar os 22 municípios do estado. A presidente da Juceac, Nayara Honorato, destacou a importância da iniciativa.
“A Junta Comercial conecta todos os órgãos licenciadores do Estado pelo nosso portal de serviços. Com isso, os empreendedores do interior também se beneficiarão. Agora, literalmente, colocamos a formalização dos negócios na palma da mão dos empreendedores”, afirmou.
Incentivos fiscais impulsionam setor de bares e restaurantes
Outro avanço significativo foi a redução do ICMS para bares, restaurantes e empresas preparadoras de refeições coletivas. Desde o final de 2023, a alíquota caiu de 19% para 3,5%, um corte de 81,57% na base de cálculo do imposto, reduzindo custos e possibilitando novos investimentos no setor.
O benefício, que vigorava desde 2013, agora está desburocratizado, eliminando a necessidade de um termo de acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz). Basta que o estabelecimento esteja regularizado para usufruir da redução tributária.
O secretário da Fazenda, Amarísio Freitas, ressaltou que a medida foi cuidadosamente analisada para fortalecer a economia sem comprometer a responsabilidade fiscal.
Diálogo e desenvolvimento econômico
O governador Gladson Cameli reforçou que os avanços registrados nos últimos anos, como a redução do desemprego, são fruto do fortalecimento da parceria entre o setor público e privado.
“A iniciativa privada é essencial para o crescimento do estado e para o aquecimento da nossa economia. O sucesso dos empresários acreanos é também o sucesso do governo. Precisamos seguir juntos, criando novos postos de trabalho e garantindo um futuro promissor para o Acre”, afirmou.
O impacto dessas medidas vai além das fronteiras do estado. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, destacou que, ao renegociar dívidas e recuperar o acesso ao crédito, os empreendedores ganham fôlego para expandir seus negócios.
“Só em 2024, programas de crédito para pequenos negócios já injetaram R$ 39 bilhões em 600 mil empresas, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, enfatizou.
Com incentivos fiscais, digitalização de processos e parcerias estratégicas, o Acre se consolida como um estado mais dinâmico e preparado para o crescimento econômico sustentável.
Da Redação com informações da Agência de Notícias do Acre








