O combate à violência contra a mulher ganhou força no Acre com a campanha “Feminicídio Zero”, promovida pelo governo do estado por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher). Nesta terça-feira, 18, a iniciativa percorreu diferentes municípios, levando informação e conscientização a crianças, adolescentes, pacientes de clínicas de saúde e comunidades em situação de vulnerabilidade.
A ação foi realizada simultaneamente na Escola Beija-Flor, em Rio Branco, na Clínica do Rim, em Brasileia, e no Educandário de Cruzeiro do Sul, mostrando que a prevenção e o enfrentamento ao feminicídio precisam alcançar públicos diversos para gerar um impacto real na sociedade.
Ensinar desde cedo: educação como ferramenta de transformaçãoNa Escola Beija-Flor, no bairro Belo Jardim II, a campanha foi adaptada para estudantes do 1º ao 3º ano do ensino fundamental. Com uma abordagem lúdica e acessível, as crianças conhecerão a Lei Maria da Penha e aprenderão sobre os diferentes tipos de violência através de histórias em quadrinhos e materiais educativos.
O objetivo? Fazer com que desde cedo entendam seus direitos e saibam que uma denúncia pode salvar vidas.
Para a coordenadora da escola, Francisca Solange de Oliveira, iniciativas como essa fazem a diferença dentro e fora da sala de aula. “Essa ação fortalece nossa comunidade e ajuda a reduzir a violência, até mesmo dentro da escola. O governo e todos os envolvidos estão de parabéns”, destacou.
A servidora da Semulher, Ralissa Ganun, reforça a importância de trabalhar a prevenção com crianças e adolescentes. “Infelizmente, muitos jovens já testemunharam ou vivenciaram situações de violência. Se começarmos mais cedo, podemos evitar que se tornem futuras vítimas ou até mesmo futuros agressores”, explicou.
Diálogo na saúde: conscientização para quem mais precisa
Em Brasileia, a campanha teve outro enfoque. No Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Alto Acre, pacientes da Clínica do Rim, que realizam tratamento de hemodiálise, participaram de uma roda de conversa sobre a prevenção ao feminicídio.
O encontro não foi apenas uma palestra, mas um espaço aberto para trocas, dúvidas e reflexões. Symara Maia, servidora da Semulher no Alto Acre, ressaltou que a campanha tem um caráter contínuo, alcançando diversos públicos e ampliando o debate sobre a mudança cultural necessária para erradicar a violência de gênero.
Proteção e suporte: apoio a mulheres e famílias vulneráveis
Já em Cruzeiro do Sul, uma equipe do Centro de Referência da Mulher Brasileira do Juruá liderou uma campanha ao Educandário, instituição assistencial que atende crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica.
Para a secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, a amplitude da campanha “Feminicídio Zero” é um diferencial. “A violência contra a mulher não escolhe idade, classe social ou região. Por isso, adquirimos com diferentes abordagens, levando conhecimento para crianças, adolescentes, mulheres e homens adultos. Só assim conseguiremos uma mudança real”, enfatizou.
Com essa mobilização em escolas, clínicas e instituições sociais, o Acre avança na luta pela erradicação da violência de gênero, construindo uma rede de informação e proteção para que nenhuma mulher seja silenciada pela violência.








