Conforme detalhado na reportagem, a reinauguração do Museu do Xapury ocorreu na tarde da terça-feira, dia 15 de abril de 2025. Este evento marcou a revitalização completa de um antigo casarão de 1927, um edifício com profunda significância histórica para a formação do estado do Acre. A reabertura deste espaço cultural representa um marco importante para a preservação da memória e do orgulho acreano, oferecendo à comunidade e aos visitantes a oportunidade de se conectar com as lutas e a resistência que moldaram a região.
O Museu do Xapury, que guarda consigo as memórias de um povo que lutou para se tornar parte do Brasil, volta a pulsar com vida após receber um investimento de R$ 640 mil, proveniente do tesouro estadual. A iniciativa de revitalização, conduzida pelo governo do Acre através da Fundação Elias Mansour (FEM), demonstra um compromisso com a valorização da identidade cultural acreana.
A cerimônia de reinauguração contou com a presença de figuras importantes como o governador Gladson Camelí, autoridades locais, representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e membros da comunidade, sublinhando a relevância do museu para diversos setores da sociedade.
Em seu discurso, o governador Gladson Camelí enfatizou que um museu transcende a mera acumulação de objetos antigos, servindo como um guardião de memórias afetivas que iluminam o caminho para o futuro.
Ele expressou seu amor pelo Acre e pela sua história de lutas, ressaltando a importância de que essa história seja conhecida por todos. O museu, instalado no prédio que originalmente abrigou a primeira sede da Prefeitura de Xapuri e inaugurado em 3 de agosto de 2005, tem a missão crucial de retratar a trajetória da cidade e de seu povo. Sua narrativa central foca no Ciclo da Borracha, um período de intensa atividade econômica e social na região; na Revolução Acreana, o movimento que culminou na anexação do território ao Brasil; e na vida e luta de Chico Mendes, o icônico líder seringueiro e ambientalista cuja voz ecoa até hoje.
O acervo do museu é diversificado e rico em detalhes sobre a vida na região. Inclui armas históricas que remetem aos conflitos da Revolução Acreana, mobiliário de época que ilustra o cotidiano das primeiras décadas do século XX, e objetos que pertenceram aos trabalhadores da floresta, os seringueiros. Além disso, o museu preserva peças que refletem a rica cultura indígena da região e a singularidade da cultura seringueira, construída na interação entre o homem e a floresta.
Minoru Kinpara, presidente da FEM, destacou o papel fundamental da instituição no fortalecimento da identidade dos acreanos, especialmente entre as novas gerações. Ele enfatizou que o museu é um espaço de memória onde os jovens podem conhecer e valorizar a história e as lutas de seu povo, reafirmando o espírito guerreiro do Acre e a necessidade de que a cultura seja acessível a todos.
O prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia, também celebrou a revitalização do museu, vendo-a como um reflexo da sólida parceria entre o governo estadual e o município. Ele mencionou outras iniciativas importantes para Xapuri, como a construção da ponte da Sibéria, a Estrada da Variante e a construção de casas populares, além da regularização fundiária, colocando a revitalização do museu como mais um marco da gestão atual. Maia ressaltou que Xapuri não poderia prescindir desse espaço de memória, que valoriza o potencial turístico, histórico e cultural da cidade.
A notícia também aponta para outras ações em andamento voltadas à preservação do patrimônio local, como a revitalização da Casa de Chico Mendes pelo Iphan e da Trilha Chico Mendes, através de uma colaboração entre o órgão federal e o governo do Estado. Essas iniciativas complementares reforçam o compromisso com a preservação da história e da cultura da região.
Em suma, a reabertura do Museu do Xapury simboliza o comprometimento da atual gestão com a valorização da cultura acreana e o fortalecimento do senso de pertencimento da população. Ao investir na preservação e celebração do passado, o governo do Estado busca reforçar a importância de conhecer as próprias raízes como alicerce para a construção de um futuro mais justo e com uma identidade cultural forte e preservada.
Com informações, Samuel Bryan, da Agência de Notícias do Acre.




















