As ações de melhoria na infraestrutura de escolas indígenas do Acre seguem em andamento, com novos serviços sendo executados em Porto Walter. A Escola Indígena Joana Siqueira, localizada na aldeia Matrinchã, às margens do Rio Nilo, é uma das unidades contempladas nesta etapa. O espaço atende estudantes do povo Shawãdawa.
Na unidade, a intervenção envolve desde ajustes estruturais até a recuperação de áreas essenciais ao funcionamento diário. Estão incluídos reparos em banheiros, cozinha e refeitório, além de pintura e a reativação de um poço, que deve garantir o abastecimento de água durante o período de aulas.
Paralelamente às melhorias físicas, a rede também investe na formação dos profissionais. Professores indígenas participaram recentemente de uma jornada pedagógica no município, que atualmente conta com oito escolas voltadas a comunidades tradicionais.
A expectativa local é de que outras obras, ainda não concluídas, voltem a avançar nos próximos meses, ampliando a estrutura disponível para os estudantes.
O trabalho faz parte de um conjunto mais amplo de intervenções conduzidas pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), que alcança também municípios como Feijó, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira.

Somados, os investimentos ultrapassam R$ 8,4 milhões. Os recursos são divididos entre a construção de novas unidades e a recuperação de prédios já existentes, buscando melhorar as condições de ensino nas comunidades indígenas.
A execução dessas obras segue um planejamento adaptado à realidade amazônica. Grande parte dos materiais precisa ser transportada por rios durante o período de cheia, para que os serviços possam ser realizados na estação seca, quando o acesso às áreas é mais viável.
Para o secretário estadual de Educação, Reginaldo Prates, garantir a presença da escola em regiões isoladas exige mais do que planejamento financeiro. Segundo ele, o desafio envolve superar distâncias e limitações logísticas para assegurar o direito à educação. “A nossa prioridade é fazer com que o ensino chegue a todos, independentemente da localização”, afirmou.








