Obras de infraestrutura na Amazônia costumam exigir investimentos mais altos, devido às particularidades da região. Esse ponto foi destacado pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) durante o Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (Foncede), realizado na última semana, em Belém (PA).
Na prática, esse chamado “custo amazônico” pode ser observado na manutenção predial da Escola Estadual Indígena Benjamin Kampa, localizada no alto rio Envira, em Feijó. Para que os serviços sejam executados, é preciso estruturar uma operação logística complexa, garantindo o transporte de materiais e o acesso das equipes até a escola.
Na escola Benjamin Kampa, as intervenções realizadas pela SEE contemplam a construção de uma sala de aula, um banheiro, um refeitório, o cercamento de toda a unidade escolar, além da perfuração e execução de um poço para garantir abastecimento de água à comunidade escolar.
De acordo com a arquiteta responsável pelas intervenções da SEE na escola, Maisa Andrade, os materiais que chegam na escola são utilizados conforme o cronograma físico-financeiro, visando garantir a continuidade dos serviços e o atendimento das demandas da comunidade escolar.
“Há todo um esforço realizado pela Secretaria de Educação para garantir que esses materiais possam chegar até a escola e garantir que possamos realizar um trabalho de melhorias estruturais e fazer com que os alunos tenham melhores condições de aprendizagem”, disse.








