O presidiário Wellington Costa Batista, conhecido como “Nego Bala”, será levado a júri popular por seu envolvimento na “Chacina do Taquari”, um violento episódio que resultou na morte de seis pessoas em novembro de 2023. A decisão foi proferida pelo juiz Robson Aleixo, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Detalhes do Caso
Nego Bala é acusado de ser o mentor intelectual dos assassinatos de Adegilson Ferreira da Silva e Valdei das Graças Batista dos Santos, entre outras vítimas. Segundo os autos, ele forneceu armamento e apoio logístico, além de orquestrar o confronto que culminou nas mortes de membros de facções rivais. O assassinato ocorreu em uma emboscada, disfarçada como uma reunião para supostos acordos entre as organizações criminosas em conflito no estado.
Acusações e outros réus
Além de responder pelos dois homicídios, Wellington também enfrentará acusação por integrar uma organização criminosa. Outro réu, Kauã Pinheiro Zimmermann, conhecido como “Kauanzinho”, foi impronunciado em relação às seis mortes, mas também será julgado por sua participação em organização criminosa.
Contexto e Motivos
As detenções e as acusações estão inseridas em um cenário mais amplo de violência e conflitos de poder entre facções criminosas no Acre. O suposto conflito entre essas organizações foi o motor dos homicídios, conforme relatado na denúncia. A Chacina do Taquari evidenciou a brutalidade e a complexidade da guerra entre facções que, há anos, vem gerando insegurança na região.
Situação do Réu e próximos passos
Wellington Costa Batista foi preso em janeiro do ano passado em Fortaleza, Ceará, e sua defesa ainda pode recorrer da decisão que o leva a júri popular. Além de seu julgamento, outros cinco réus também respondem pelos mesmos crimes em processos separados.








