A Polícia Civil do Acre prendeu, na tarde de domingo, 27, a mãe da bebê de 9 meses que está desaparecida em Manoel Urbano, no interior do Acre. A mulher foi localizada no bairro São Francisco, na região do Ramal da Alegria, após a Justiça expedir um mandado de prisão no decorrer das investigações.
O desaparecimento da criança ocorreu na zona rural do município, na região do Ramal Pedro Machado. O caso mobiliza uma força-tarefa formada por policiais civis e militares, bombeiros e moradores, que continuam realizando buscas pela menina.
A prisão da mãe aconteceu horas depois de familiares realizarem um protesto em frente à Delegacia de Polícia Civil de Manoel Urbano. O pai da bebê, Weslley Almeida, participou do ato e pediu que a conduta da ex-companheira também fosse investigada.
Durante a manifestação, Weslley acusou a mãe da criança de negligência e abandono de incapaz. Segundo o relato apresentado por ele, a bebê teria permanecido em uma colônia sob os cuidados de outras pessoas enquanto a mãe teria saído do local. As acusações, contudo, fazem parte das declarações do pai e são objeto de apuração pelas autoridades.
Antes da prisão, a Polícia Civil havia informado que a conduta da mãe permanecia sob investigação e que, naquele momento, não havia elementos para uma prisão em flagrante. A corporação ressaltou que novas medidas poderiam ser adotadas caso surgissem indícios de crime e fossem preenchidos os requisitos legais.
O delegado Odilon Neto destacou a atuação do Poder Judiciário na expedição do mandado, permitindo que a ordem fosse cumprida ainda no domingo. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou publicamente quais crimes são atribuídos à mulher nem os fundamentos detalhados que embasaram a decisão judicial.
Tio da bebê também está preso
O tio da menina, irmão da mãe, foi preso anteriormente e é apontado pela investigação como responsável por ter levado a criança para uma área de mata. Conforme informações divulgadas pela polícia, ele afirmou estar sob efeito de substâncias ilícitas e disse não se lembrar do que havia feito ou de onde teria deixado a sobrinha. Ele foi autuado por sequestro e cárcere privado, e a prisão foi mantida após audiência de custódia.
Buscas continuam
Mesmo com as prisões, a bebê ainda não foi encontrada. As equipes permanecem mobilizadas em áreas de difícil acesso na zona rural de Manoel Urbano, realizando buscas terrestres e procurando vestígios que possam ajudar a indicar o paradeiro da criança.
Cães farejadores também participam da operação, entre eles a cadela Poran, treinada para auxiliar na localização de pessoas. Moradores da região igualmente colaboram com as equipes de segurança.
A Polícia Civil afirma que nenhuma hipótese relacionada ao desaparecimento foi descartada e que novas diligências devem ser realizadas para esclarecer a dinâmica do caso, identificar eventuais responsabilidades e, principalmente, localizar a bebê.








