A nova prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, decretada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe à tona novos detalhes da investigação da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
O que revelou a decisão
Segundo Mendonça, mesmo após ter sido solto em novembro do ano passado com uso de tornozeleira eletrônica, Vorcaro e seus aliados mantiveram atividades ilícitas, ocultando recursos bilionários e intimidando críticos e testemunhas.
“A organização criminosa continuou a ocultar recursos bilionários em nome de terceiros […] mesmo após o início do inquérito”, destacou o ministro em sua decisão.
Estrutura criminosa organizada
As investigações apontam para uma rede complexa e coordenada, dividida em quatro núcleos principais:
– Financeiro – responsável por movimentações e pagamentos;
– Corrupção institucional – voltado para cooptação de agentes públicos;
– Ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro;
– Intimidação e obstrução de justiça – monitoramento de críticos e jornalistas.
Os papéis no esquema
– Daniel Vorcaro: apontado como líder da organização.
– Fabiano Zettel: operador financeiro, responsável por transferências e pagamentos.
– Luiz Phillipi Mourão (“Felipe Mourão”): coordenador de ações de intimidação e monitoramento.
– Marilson Roseno: policial federal aposentado, atuava na coleta de informações e vigilância.
O impacto
A nova prisão reforça a percepção de que o grupo não apenas buscava fraudar o sistema financeiro, mas também criar uma rede de influência capaz de corromper instituições e silenciar opositores.
Da redação








