Ayres Rocha construiu uma trajetória marcante de 35 anos na Rede Amazônica (afiliada da TV Globo no Acre), onde ingressou em 1989. A partir de 1995, comandou a segunda edição do Jornal do Acre por quase três décadas, tornando-se o âncora local com maior tempo de casa em uma emissora da rede no Brasil, chegando a apresentar o Jornal Nacional em 2019. Após se aposentar em novembro de 2024, o renomado jornalista faleceu aos 62 anos na madrugada desta quarta-feira (14), em Rio Branco, o que motivou a governadora Mailza Assis Cameli a decretar luto oficial de três dias no estado.
A notícia gerou forte comoção, sobretudo por causa do relato comovente publicado por seu filho, o advogado Álvaro Neto. Residente fora do Acre, ele utilizou as redes sociais para externar o luto e relatar que o pai vinha travando uma batalha de dois anos contra uma enfermidade. “Foi um período de luta intensa. Fiz tudo o que estava ao meu alcance, porém compreendi que certas situações estão além do nosso controle”, declarou, definindo a data como uma das mais difíceis de sua trajetória.
Ilustrando a postagem com o registro de um abraço dos dois em um aeroporto ocorrido em 12 de setembro, Álvaro detalhou que sobrevoava o país rumo a Rio Branco no exato instante da morte do pai. “Mesmo em meio a tanta dor, sinto uma gratidão imensa por ele ter tentado me aguardar para podermos nos despedir. Até o fim, meu pai demonstrou todo o seu carinho e zelo por mim”, escreveu, aproveitando para agradecer os princípios transmitidos: “Tudo o que sou hoje carrega uma parte de quem você foi. Deixou um legado inestimável e o carinho de inúmeras pessoas”.
O filho encerrou a mensagem com uma reflexão sobre sua crença: “Não pretendo compreender os planos divinos, pois há dores que desafiam a nossa razão. Ainda assim, sigo depositando minha confiança Nele. Despeço-me com o coração apertado, mas imensamente honrado por ser seu filho”.








