Em alusão ao Outubro Rosa, campanha mundial de conscientização para alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero, a Secretaria de Estado de Administração (Sead) promoveu, nesta quinta-feira, 29, uma roda de conversa destinada às servidoras. O encontro teve como objetivo compartilhar informações sobre o autocuidado e a saúde da mulher.
A ação contou com a participação das médicas Adriana Dapont, presidente da Regional do Acre da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), e Francyllene Dalacosta, mastologista da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Durante a atividade, as especialistas destacaram a relevância do diagnóstico precoce e compartilharam orientações fundamentais sobre prevenção e identificação de sinais de alerta.
Adriana Dapont reforçou o valor do encontro como um espaço essencial para desmistificar a doença:
“O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil, e o diagnóstico precoce é um dos fatores mais importantes para o sucesso do tratamento. Quando detectado em estágios iniciais, as chances de cura podem ultrapassar 90%, e os tratamentos tendem a ser menos agressivos. Mas o valor da roda de conversa não está apenas em informar; visa também desconstruir mitos e combater os medos que atrasam a busca por atendimento, como a falsa crença de que somente mulheres com histórico familiar correm risco ou de que nódulos mamários sempre causam dor.”
A especialista ressaltou ainda a prevenção primária por meio da adoção de hábitos saudáveis:
“A prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, a manutenção do peso adequado e a redução do consumo de álcool podem diminuir o risco de desenvolver câncer de mama em cerca de 20% a 30%.”
Durante o encontro, as servidoras também receberam orientações práticas sobre o acesso aos exames preventivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As médicas esclareceram os critérios de atendimento na rede pública, pontuando que o rastreamento prioritário e regular é recomendado para mulheres de 50 a 74 anos (com acesso garantido sob demanda dos 40 aos 49 anos), além de detalharem o fluxo de agendamento nas unidades de saúde.








