Ao longo da semana, entre os dias 13 e 18, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) promoveu uma série de ações em comunidades indígenas de Santa Rosa do Purus, com foco no fortalecimento da segurança comunitária. As atividades, coordenadas pelo programa Acre pela Vida e pela Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), incluíram atendimentos sociais, iniciativas esportivas e ações educativas, buscando estreitar a relação entre o poder público e a população local.
Dentro da programação, também foram realizadas palestras voltadas a estudantes do ensino fundamental, médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os encontros abordaram temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe ainda prestou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de situações relacionadas à migração e o apoio imediato a uma vítima de violência doméstica.

O cronograma contemplou ainda visitas técnicas e momentos de escuta ativa junto às comunidades e instituições públicas da região. A proposta foi identificar demandas locais e subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficazes. Nas aldeias, os profissionais conheceram iniciativas esportivas já existentes, incluindo equipes femininas e masculinas, além de promover palestras e realizar a entrega de materiais esportivos.
Entre os destaques da agenda esteve a formatura de estudantes participantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano das escolas do município. Também foram distribuídos kits esportivos, com o objetivo de incentivar hábitos saudáveis entre crianças e jovens.

As ações fazem parte da estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença do Estado em áreas de difícil acesso e promovendo cidadania de maneira contínua e inclusiva. Segundo o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, essa atuação reforça o papel da segurança como ferramenta de transformação social.
“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, afirmou o secretário.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, também destacou o caráter preventivo das atividades. “Trabalhar diretamente com as comunidades, especialmente em territórios indígenas, é fundamental para construir uma cultura de paz. Ao levar informação, esporte e apoio social, contribuímos de forma efetiva para a prevenção da violência”, explicou.

Já a assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, ressaltou a relevância da presença institucional nas aldeias. “Ouvir as lideranças, compreender as realidades locais e atuar de forma concreta demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com cada contexto, especialmente quando se trata de comunidades indígenas”, pontuou.









