Foi com surpresa que a farmacêutica Karoliny Santana descobriu que as sandálias expostas no estande do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), são fabricadas por pessoas privadas de liberdade. Ela disse que não fazia ideia que existia um projeto que desse essa oportunidade aos detentos, mas que aprova e admira a iniciativa.

Já o técnico de segurança no trabalho, Rodrigo José, disse que já tinha ouvido falar sobre o projeto, mas que é a primeira vez que viu de perto as sandálias. “Acabei lendo na internet, mas só tive a oportunidade de conhecer nessa noite. Vi que é um trabalho muito bem feito. Acredito que nesse meio há ressocialização e é um produto de qualidade útil, que serve mesmo para alguém que queira utilizar uma sandália. Parabéns mesmo, pois é muito válido para a gente aqui como acreano poder saber que algo assim está sendo feito no meio do Sistema Penitenciário”, finalizou.
Os calçados são fruto do projeto Sandálias da Esperança, que é uma parceria entre o Iapen, Tribunal de Justiça do Acre (TJ/AC) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). “Esse projeto consiste na fabricação de sandálias dentro do ambiente prisional. Hoje esse projeto funciona nas unidades prisionais do Quinari, Rio Branco e no município de Cruzeiro do Sul, gerando uma nova renda para o sistema prisional, bem como qualificando os apenados para a nova fonte de renda na sua vida de egresso do sistema prisional”, explicou Vitor Djanaro, chefe da Divisão de Trabalho, Produção e Renda do Iapen.









