O que antes era sinônimo de viagens exaustivas e custos elevados para pacientes do interior, hoje é realidade na porta de casa. Entre 2023 e 2025, o programa Opera Acre não apenas ampliou o número de procedimentos, mas consolidou uma política de regionalização que está transformando a infraestrutura hospitalar do estado.
Crescimento Sustentável e Planejado
Os números refletem uma expansão sólida da capacidade de atendimento da rede pública. Em três anos, o estado saltou de 12,6 mil para mais de 15,6 mil cirurgias anuais, um crescimento acumulado de 24,1%.

O Fim do “Vazio Cirúrgico” no Interior
O grande diferencial do Opera Acre é a reativação de estruturas que ficaram esquecidas por décadas. A descentralização levou especialidades como ortopedia, ginecologia e cardiologia para além da capital, fortalecendo hospitais estratégicos:
Mâncio Lima: O Hospital Dr. Abel Pinheiro teve seu centro cirúrgico reativado em 2025, após 25 anos fechado.
Plácido de Castro: O Hospital Dr. Manoel Marinho Monte voltou a operar em 2023, quebrando um hiato de três décadas.
Senador Guiomard: O Hospital Dr. Ary Rodrigues foi reestruturado e hoje mantém uma média impressionante de 270 procedimentos mensais.
Cruzeiro do Sul: O Hospital da Mulher e da Criança consolidou-se como referência absoluta para todo o Vale do Juruá.
Saúde com Rosto Humano
Para o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, o sucesso do programa é medido pelo bem-estar do cidadão.
“Quando uma pessoa realiza sua cirurgia perto de casa, com o apoio da família, estamos entregando dignidade. O Opera Acre é mais do que números; é garantir que a saúde esteja onde as pessoas estão, reativando centros e encurtando distâncias”, afirma o secretário.
Com unidades fortalecidas em municípios como Tarauacá (Hospital Dr. Sansão Gomes) e Brasiléia (Hospital Dr. Raimundo Chaar), o Acre desenha um novo mapa da saúde pública: mais resolutivo, menos burocrático e profundamente humano.








