A morte de Rosemildo Carmo da Silva, de 65 anos, ocorrida na noite desta terça-feira (7), expõe uma trágica e intrigante coincidência que assombra uma residência na Rua Venezuela, no bairro Baixada da Habitasa, em Rio Branco. Este é o terceiro óbito de membros da mesma família registrado no interior do imóvel em épocas diferentes — todos sob a suspeita da mesma causa mortis: overdose.
A sombria cronologia familiar na casa começou há cerca de cinco anos, quando a esposa de Rosemildo faleceu no local devido ao abuso de substâncias. Anos mais tarde, a filha do casal também foi encontrada sem vida na residência, em um caso tratado inicialmente como suspeita de overdose. Agora, o falecimento do idoso, que era dependente químico, levanta a forte possibilidade de que ele tenha tido o mesmo destino de sua esposa e filha, o que só será confirmado após os exames periciais.
O achado do cadáver
Rosemildo morava sozinho e enfrentava graves problemas de saúde. De acordo com relatos de familiares, o último contato com ele ocorreu no meio-dia de sábado, quando um sobrinho o visitou. Diante do sumiço do idoso, vizinhos notaram um forte odor vindo da residência e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), cuja equipe médica apenas pôde constatar o óbito. O corpo já se encontrava em avançado estado de decomposição.
A irmã da vítima, que é a proprietária legal do imóvel, relatou que a casa já foi cenário de outras fatalidades e afirmou que, diante deste último episódio, decidirá posteriormente o destino que dará à propriedade.
Investigação e perícia
A Polícia Militar isolou o perímetro para os trabalhos da Polícia Técnico-Científica e do Instituto Médico Legal (IML). Inicialmente, os peritos não identificaram sinais aparentes de violência física, como perfurações ou lesões macroscópicas.
O corpo foi recolhido e encaminhado à sede do instituto, onde passará por exames necroscópicos e toxicológicos. O laudo oficial que determinará a causa exata da morte deve ser concluído em um prazo de 30 dias.
Agentes da Equipe de Pronto Emprego (EPE), vinculados à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), estiveram no local colhendo os primeiros depoimentos e levantamentos. As investigações seguirão em curso até a liberação dos laudos periciais.








