Um ex-cabo do Exército, identificado como Talisson Baltazar do Nascimento, de 33 anos, foi brutalmente assassinado na madrugada desta segunda-feira, 23 de junho, em frente a uma casa noturna na rua Minas Gerais, bairro Preventório, em Rio Branco. Talisson, que serviu no 4º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) entre 2012 e 2020 e atualmente trabalhava como frentista, foi atingido no peito e morreu no local.
De acordo com relatos de testemunhas, a confusão que resultou no homicídio começou em um bar no bairro da Base, envolvendo um grupo de amigos de Talisson. Para evitar mais conflitos, os amigos decidiram ir embora, mas foram perseguidos por dois homens em uma motocicleta.
Ao chegarem em frente à casa noturna, o garupa da moto efetuou diversos disparos contra o grupo. Talisson, que não tinha envolvimento com a briga inicial, foi fatalmente atingido no peito. Vinicios Rodrigues Maciel, de 30 anos, também foi alvejado, sofrendo um tiro nas nádegas e um de raspão no braço. Vinicios tentou fugir, mas caiu e aguardou a chegada do socorro médico. Após o ataque, a dupla fugiu do local em rumo ignorado.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, e uma ambulância de suporte avançado foi enviada para o local. Vinicios Rodrigues Maciel foi estabilizado e encaminhado ao Pronto Socorro de Rio Branco em condição estável. Infelizmente, Talisson Baltazar do Nascimento não resistiu ao ferimento e veio a óbito no local.
A Polícia Militar isolou a área para preservar a cena do crime. Peritos do Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC) e a equipe plantonista do Instituto Médico Legal (IML) foram acionados. No local, foram encontradas 10 cápsulas de pistola em via pública.
O corpo de Talisson foi levado ao IML para necropsia e posterior liberação à família. Os primeiros levantamentos indicam que Talisson não tinha envolvimento com facções criminosas, sendo descrito como um trabalhador e pai de uma menina, o que chocou familiares e amigos.
Investigadores da Equipe de Pronto Emprego (EPE) estiveram na cena do crime para coletar informações sobre o homicídio e a tentativa de homicídio. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que buscará identificar os autores e as motivações do crime.








