Na noite de sábado, 28 de junho, um grave acidente envolvendo duas motocicletas Honda Titan abalou a Avenida Sobral, na Baixada da Sobral, em Rio Branco. A colisão deixou três pessoas feridas e levantou questões sobre a responsabilidade no trânsito.
Segundo relatos de testemunhas, o incidente ocorreu quando um adolescente de apenas 17 anos, sem habilitação, conduzia uma motocicleta Honda Titan de cor vermelha no sentido bairro-centro. Com ele na garupa estava seu irmão, Elias Barbosa da Silva, de 20 anos. De forma inesperada, o jovem condutor realizou uma manobra brusca à esquerda para entrar na Rua Rádio Farol.
No sentido oposto, em uma motocicleta Honda Titan preta, transitava Beatriz, de 18 anos, acompanhada por Larissa Ferreira de Oliveira, de 20 anos. A manobra imprudente do adolescente resultou em uma colisão frontal com a moto de Beatriz, arremessando os três ao solo.
Chocantemente, o adolescente que causou o acidente fugiu do local, deixando seu irmão ferido para trás.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado imediatamente. Uma ambulância de suporte básico, que coincidentemente retornava de outra ocorrência, parou para prestar os primeiros socorros.
Em seguida, outras duas ambulâncias, incluindo uma de suporte avançado com equipe de paramédicos, chegaram para auxiliar as vítimas.
Elias Barbosa, o garupa da moto vermelha, foi o mais gravemente ferido, sofrendo uma fratura exposta grave no pé e joelho direito, além de múltiplas escoriações.
Ele foi o primeiro a ser atendido e, após estabilização, encaminhado ao Pronto Socorro de Rio Branco em estado de saúde estável.
Beatriz, a condutora da motocicleta preta, apresentou múltiplas escoriações pelo corpo e um ferimento no rosto.
Seu estado de saúde foi considerado estável, e ela foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, na Baixada da Sobral, para receber tratamento.
Larissa Ferreira, garupa da moto preta, também sofreu escoriações, queixava-se de dores cervicais e teve episódios de vômito. Ela foi encaminhada ao Pronto Socorro para exames mais detalhados, mas seu quadro clínico foi considerado estável.
A área do acidente foi isolada pela Polícia Militar para os trabalhos de perícia, que auxiliarão na investigação das circunstâncias da colisão.
A polícia informou que o pai do adolescente envolvido no acidente compareceu ao local e admitiu ter entregue a motocicleta ao filho, mesmo sabendo que ele não possuía habilitação. Diante disso, o pai foi conduzido à Delegacia Central de
Flagrantes (DEFLA) para prestar esclarecimentos.
Além disso, a polícia revelou que Beatriz, a condutora da moto Titan preta, também não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A falta de habilitação de ambos os condutores é um fator crucial que será considerado na apuração das responsabilidades.
O incidente serve como um alerta para os perigos da imprudência no trânsito e a importância da conscientização sobre a necessidade de habilitação para condução de veículos.








