Brasília – A nova plataforma lançada pelo governo federal para reunir os criminosos mais procurados do país trouxe um dado curioso: entre dezenas de nomes masculinos, apenas três mulheres figuram na lista. São elas: Yasmin Lorrane Oliveira Santos, Maritssa Ingridy da Silva Rodrigues e Deuzirene Cardoso da Silva. Os crimes que as colocaram nesse rol vão do tráfico de drogas à associação criminosa e à omissão em casos de abuso de menores.
Yasmin Lorrane: juventude marcada pelo tráfico
Aos 24 anos, Yasmin Lorrane tornou-se alvo da Justiça após denúncia do Ministério Público por tráfico de drogas e associação para o tráfico – crimes previstos na Lei de Drogas e classificados como hediondos. O processo tramita na 3ª Vara Criminal de Palmas, onde ela responde junto com Matheus Costa Pinto, apontado como parceiro nas ações investigadas.
Maritssa Ingridy: a “Rapunzel” do crime
Conhecida pelos apelidos de Jheny, Rapunzel e Maribomba, Maritssa é apontada pela Polícia Civil de Mato Grosso como uma das líderes do tráfico em Sorriso, no médio-norte do estado.
Segundo as investigações, após a prisão de seus companheiros, ela e outras duas mulheres assumiram o comando da distribuição de drogas em cidades como Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sinop e Nova Ubiratã. O grupo não se limitava ao comércio ilegal: ordenava assassinatos, participava de “tribunais do crime” e ocultava cadáveres em disputas por território.
Em janeiro de 2024, uma operação policial identificou Maritssa e Dandara Solana como foragidas, enquanto outra integrante, Maria Ciane Fontinelles, mãe de Dandara, foi capturada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Mesmo de longe, as criminosas continuavam a dar ordens para execuções em Sorriso.
Meses depois, Maritssa foi novamente presa em uma ação no bairro Estrela do Sul, em Sorriso. Tentou destruir o celular e dispensar drogas, mas acabou detida com cocaína, balança de precisão, dinheiro e materiais para embalar entorpecentes. Hoje, está foragida.
Deuzirene Cardoso: omissão em abuso de menores
O terceiro nome feminino da lista é o de Deuzirene Cardoso da Silva, incluída por omissão em casos de abuso de menores. O processo que a envolve expõe a gravidade de sua conduta e reforça a necessidade de responsabilização.
Um retrato raro
A presença de apenas três mulheres na lista dos mais procurados revela um recorte incomum: em um universo dominado por homens, elas se destacam pela gravidade dos crimes e pela influência em redes criminosas.
A plataforma recém-lançada pelo governo federal não apenas expõe os rostos mais procurados do país, mas também lança luz sobre a participação feminina em estruturas do crime organizado – ainda rara, mas cada vez mais visível.
Da redação








